sábado, 16 de agosto de 2014

ORISÁ OMULÚ/OBALUAYÊ

ORISÁ OMULÚ/OBALUAYE
 
O dia 16 de Agosto é dedicado ao São Roque na Igreja Católica. E no Candomblé também é homenageado OMULÚ/OBALUAYE.
Esse Orisá tem  haver com a complexidade da doenças, da saúde, da vida e da morte.
Obaluaiê é a forma jovem do Orixá, enquanto Omulu é a sua forma mais velha. A figura de Omulu é completamente cercada de mistérios e dogmas, sendo-lhe atribuído o controle sobre as doenças, especialmente as epidemias. Omulu representa a terra e o sol, aliás, ele é o próprio sol, por isso usa uma coroa de palha que tapa o seu rosto, porque sem ela as pessoas não poderiam olhar para ele. Ninguém pode olhar o sol diretamente.
Está fortemente relacionado com os troncos e os ramos das árvores. A sua matéria de origem é a terra e, como tal, ele é o resultado de um processo anterior. Relaciona-se também com os espíritos contidos na terra. O seu poder está extraordinariamente ligado à morte.
Omulu é o Orisá que rege a morte, ou o instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne). Os Orisá não pune ou castiga ninguém, pois estas ações são atributos da Lei Divina, que também não pune ou castiga. Ela apenas conduz cada um ao seu devido lugar após o desencarne. E se alguém semeou ventos, vai colher sua tempestade pessoal, mas amparado pela própria Lei,.
Omulu, em seu pólo positivo, é o curador divino e tanto cura alma ferida quanto nosso corpo doente. Se orarmos a ele quando estivermos enfermos ele atuará em nosso corpo energético, nosso magnetismo, campo vibratório e sobre nosso corpo carnal, e tanto poderá curar-nos quanto nos conduzir a um médico que detectará de imediato a doença e receitará a medicação correta.
O orixá Omulu atua em todos os seres humanos, independente de qual seja a sua religião. Mas esta atuação geral e planetária processa-se através de uma faixa vibratória especifica e exclusiva, pois é através dela que fluem as irradiações divinas.
OBALUAYE
Que significa Rei, Dono ou Senhor da Terra. É também considerado o deus da varíola e das doenças contagiosas; no catolicismo ele é conhecido como, São Roque. O dia 17 de dezembro é dedicado a São Roque e a Obaluaye.
Muitos o associam apenas como Orixá curador, que ele realmente é, pois cura mesmo! Mas ele é muito mais do que já o descreveram.
Ele é o Senhor das Passagens de um Plano para outro, de uma dimensão para outra e mesmo do espírito para carne e vice-versa.
Ele estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcançar o desenvolvimento celular básico (órgãos físico).
Os omorisás de Obaluayê costumam ser introvertidos, seu caráter ás vezes, é taciturno, calado, fechado em si próprio, ás vezes têm piques de alegria, descontração e satisfação, indo de um pólo para outro com muita freqüência (bipolar), parecem misteriosos, não gostam de aglomeramento, preferem o isolamento e curtem sua mágoa e dor sem participar a ninguém, sendo muito sentimentais.
Seu símbolo é o Xaxará, um feixe de ramos de palmeira enfeitado com búzios.
O Senhor da Vida é também Guardião das Almas que ainda não se libertaram da matéria.
Obaluaê é um Orixá ancião da cura, Senhor da Sabedoria e da Evolução, Senhor da Transmutação, Senhor das Passagens.
Seu elemento é a terra e seu ponto de força o cemitério.
Seu ponto riscado é o cruzeiro das Almas. Seu Exu é o Exu da Meia Noite.
Sua apresentação é com um tipo de saiote feito da palha da costa, um capuz de palha da costa na cabeça cobrindo o rosto e o dorso, fazendo com que fiquem visíveis apenas os braços e os pés do filho de santo.
Mas também podemos representá-lo com roupa toda branca com um véu branco comprido sobre a cabeça.
Seu planeta regente é Saturno.
Seu dia da semana é segunda feira; suas cores vão desde o preto, vermelho, branco, amarelo e ouro (essa é uma cor com referência ao sol).
Seu metal é o chumbo e o barro e a terra são os seus elementos principais.  Seus locais de vibração são:  cemitério e beira de lago, em fendas de pedreira ou cachoeira ou cavernas em beiras de praias.
Sua Saudação
: Atotô Obaluayê!
Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Sàngó/Obá/Lodê
"SOU LUZ!"

DOENÇAS DA ALMA.



DOENÇAS DA ALMA

 

Texto modificado por Sérgio Pereira, 14/08/2014.

 
Texto proferido na Sessão Mediúnica de 15/08/2014.

No círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido no organismo em que ele se instala. Por exemplo, podemos citar:
- o pneumococo aloja-se habitualmente nos pulmões;
- o bacilo de Eberth localiza-se nos intestinos onde produz a febre tifóide;
- o bacilo de Klebs-Löfller situa-se nas mucosas onde provoca a difteria.
- em condições especiais do organismo,proliferam os bacilos de Hansen ou de Koch.
No campo infinitesimal, as revelações obedecem à mesma ordem surpreendente.
No entanto, as doenças psíquicas são muito mais deploráveis.
A patogênese (doenças) da alma está dividida em quadros dolorosos.
A raiva, o ódio, a mentira, a vingança, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de várias ordens, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima espiritual e física do indivíduo.
Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça.
A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual.
Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente.
Como encarar o problema das formações iniciais?
Enquadrava-se a afecção psíquica no mesmo quadro sintomatológico que conhecera, até então, para as enfermidades orgânicas em geral?
Haveria contágio de moléstias da alma?
E seria razoável que assim fosse na esfera onde os fenômenos patológicos da carne não mais deveriam existir?
Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção(
conjunto de sintomas provocados por lesão mórbida, abstraindo-se de sua causa; alteração do modo de reagir a impressões) existe o ambiente.
As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem as formas e consequências de infinitas expressões.
E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável pela emissão das forças que lançamos em circulação nas correntes da nossa vida e do todo.
A raiva, a desesperação,o rancor, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos no campo vibratório da alma humana.
E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, onde os micróbios se instalam por encontrar um meio favorável para o contágio, aqui é fato consumado, desde que a imprevidência de pensamentos, palavras ou atos abram brecha e acabam atraindo energias de seres que vibram nesse mesmo grau de desgraça, e se tornam companheiros de jornada do indivíduo infeliz. “Por isso é que entendemos o porquê dos Espíritos Superiores nos dizer:” ME DIZ QUEM ÉS E EU TE DIREI QUEM TE ACOMPANHA.” Naturalmente, no campo da matéria mais grosseira, essa Lei funciona com violência, enquanto, entre nós humanos, se desenvolve com as modificações naturais.
Em verdade por incrível que pareça há pessoas que cultivam a vocação para o abismo, mesmo sabendo de todo o risco que corre.
Cada viciação particular da personalidade humana de cada um produz as formas sombrias dos mais variadas que lhe são consequentes, e estas, a exemplo das plantas inferiores vão se alastram no solo fértil, por relaxamento da pessoa responsável, e também se alastram para as regiões próximas (familiares, casa, serviço, amizades, etc...) se não prevalece o espírito de vigilância e defesa contra essas energias negativas.

Não desconhecemos que as moléstias da alma são mais aflitivas e mais graves que as doenças da carne...até porque elas não só atinge a mente como também o próprio corpo físico.
Há moléstias da alma que arruínam a mente por tempo indeterminado, mesmo que o individuo se encontre reencarnado ou desencarnado. E é passível de várias centenas de anos para o seu tratamento e recuperação.
A reencanação é uma benção porque a cada nova experiência no corpo físico funcionará como abafador da moléstia da alma, sanando-a, pouco a pouco...
Porque devemos lembrar que a enfermidade psíquica, sobrevive no perispírito.
As moléstias atualmente conhecidas no mundo e outras que ainda escapam ao diagnóstico humano, por muito tempo persistirão nas esferas torturadas da alma humana invigilante, conduzindo-nos ao reajuste.
A dor é o grande e abençoado remédio. Sabemos disso porque frequentemente os Espíritos amigos nos alertam: “SE NÃO APRENDE PELO BEM VAI APRENDER PELA DOR.”
A Natureza utilizando-se desse expediente reeduca-nos a atividade mental equilibrada, reestruturando as peças de nossa instrumentação e polindo as arestas anímicas de que se vale a nossa inteligência para desenvolver-se na jornada para a vida eterna do espírito.
Depois do poder do Grande Arquiteto do Universo, a nossa vontade e perseverança são as únicas forças capaz de alterar o rumo de nossos pensamentos, palavras e ações compelindo-nos a indispensáveis modificações positivas, com vistas ao Plano Divino, e de cuja execução não poderemos fugir de responsabilidades para nós mesmos.
Referencias:

REPORTAGEM DO ALÉM TÚMULO - Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Humberto de Campos [Capítulo: "A ESTRANHA INDICAÇÃO"]
ENTRE A TERRA E O CÉU Francisco Cândido Xavier André Luiz [pg 216]
AÇÃO e REAÇÃO-Francisco Cândido Xavier-André Luiz [página 78 e 116]
MISSIONÁRIOS DA LUZ-Francisco Cândido Xavier-André Luiz [página 34]