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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

OS ESPÍRITOS NÃO TRANSAM, NÃO COMEM E NÃO DORMEM!

OS ESPÍRITOS NÃO TRANSAM, NÃO COMEM E NÃO DORMEM!

 autor André Ariovaldo

Embora essa afirmação vá contra os ventos do movimento espírita atual, é importante observarmos o que Allan Kardec ensina, em O Livro dos Espíritos, cap. 6, perguntas 237 em diante:
SEXO: necessita de órgãos genitais. O Espírito não tem… vai penetrar o que e onde? (aliás, não tem nem sexo, ou seja, é assexuado).
SONO: necessidade de repouso físico: o Espírito não tem mais um corpo e seu descanso é exclusivamente moral e intelectual.
FOME: necessidade de reposição química para o organismo, a fim de restabelecer energias necessárias ao seu funcionamento: o Espírito não tem um corpo físico e com isso, não tem necessidade de repor energias assim como nós.
Os Espíritos conservam os traços da vida física, mas não suas necessidades. Podem ainda, por um tempo maior ou menor, experimentar necessidades que possuíam em vida, mas não são mais as necessidades REAIS, e sim uma impressão em maior ou menor intensidade, de acordo com sua maior ou menor evolução.
Com isso, podem supor ainda necessitar de alimentação, sexo, ou sono, mas isso não chega a ocorrer, tornando-se para uns uma provação. Suas necessidades tornam-se, na vida espírita, diferentes das nossas, pois, desprovidos de um envoltório físico, deixam de sofrer as angústias deste, embora algumas vezes sofram outras ainda maiores, mas ainda assim, tais sofrimentos são exclusivamente morais ou intelectuais, e não físicos.
Uma pessoa que tem um dos membros amputados ainda sente o membro durante algum tempo. Não é o períspirito, como afirmam alguns; o cérebro conservou a impressão, eis tudo.
Algo semelhante ocorre com os Espíritos que deixam a vida física. O impacto da vida ainda repercute sobre eles, durante um tempo, mas pouco a pouco eles recobram a consciência e a lucidez de Espírito e as antigas necessidades desaparecem, dando lugar a outras.
Sem dúvidas não possuímos inteligência que nos permita compreender a profundidade da essência espiritual ou do corpo perispiritual, no entanto possuímos uma base e não devemos reinventar a roda.
Embora Kardec não fale abertamente sobre muitos assuntos atuais, não é por isso que deixou de fornecer elementos que, se bem compreendidos, nos ajudam a entendê-los. É o que ocorre em relação à questão da alimentação e outras ações que dizem respeito exclusivamente à natureza animal (corpo físico).
Quando estamos encarnados, além de termos de suprir nossas necessidades morais e intelectuais, somos obrigados a suprir também as necessidades físicas. Quando deixamos a vida física, seja pelo sono, seja pela morte, tais necessidades não nos acompanham, pois pertencem única e exclusivamente ao corpo.
A confusão que se faz é que mesmo fora do corpo, conservamos a impressão deste que de certa forma repercute sobre nós e nos dá a sensação de que ainda necessitamos de coisas que fazem parte vida material. No entanto, ter esta sensação não implica em necessidades reais e o Espírito pode então criar uma ilusão, mas isso somente para Espíritos que realmente dão maior importância para as questões materiais que às espirituais.
Principalmente após a separação da vida física, pela morte, o Espírito, pouco a pouco, recobra sua lucidez e a impressão do corpo físico desaparece. No caso de Espíritos mais ligados às questões materiais, essa impressão pode persistir por um tempo maior ou menor, de acordo com seu grau de evolução e é isso o que estudamos por “Perturbação Espírita” que, segundo os Espíritos, pode variar de alguns minutos a alguns milhares de séculos.
Mas o fato de se estar perturbado não equivale dizer que não há noção do seu estado. Perturbação Espírita significa adaptação na vida espírita. Companheiros costumam confundir perturbação espírita com ignorância da morte, ou seja, atribuem esse princípio a Espíritos que dizem não saber que morreram. Realmente existem Espíritos nestas condições, mas por quanto tempo? Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, cita que “é raro um Espírito que em torno de 8 a 10 dias mais ou menos não tenha noção do seu estado como Espírito”, ou seja, não saiba que morreu. É raro, e não corriqueiro como o querem alguns espíritas pelo movimento afora.
Quando o Espírito está livre da vida física, entrevê sua existência com outros olhos, ou seja, com outra percepção, independente do seu grau evolutivo. Naturalmente que se for um Espírito de maior evolução, tal percepção será ampliada na mesma proporção, mas independente de ser mais ou menos elevado, a visão que possui sobre as coisas, sob todos os aspectos, é muito diferente daquela que ele possuía quando em vida física, pois nesta, sua percepção se retinha no imediato, e na espiritualidade, abrange o infinito. Assim, é muito comum que deixemos de dar valor às coisas que julgamos mais importantes enquanto encarnados, assim como uma criança que briga por seu brinquedo e quando se torna adulto, vê a infantilidade das discussões criadas em torno de um simples objeto.
Se nos víssemos fora do corpo, possivelmente não nos reconheceríamos, pois quando no corpo, somos incitados a viver um personagem que desaparece quando estamos libertos, porque o personagem é imposição atribuída pelos laços físicos. Em Espírito, não possuímos mais personalidade, mas individualidade; deixamos de ser fulano ou ciclano, e voltamos a viver, não mais esse personagem, mas um Espírito individual e imortal, sem nome, sem raça, sem sexo.
Pode me perguntar: “Mas e quando vemos, lemos, ouvimos sobre Espíritos que se apresentam com as características da última existência? E esses Espíritos que se apresentam contando detalhes de sua vida, falando como pais, filhos, mães ou irmãos? Não apresentam aí uma personalidade?” Sim. Apresentam a personalidade com a qual foram solicitados. Mas se o chamássemos pelo personagem que ele foi a três encarnações passadas, ele tomaria então aquela forma e trejeitos, e nos atenderia de acordo com o personagem ao qual foi solicitado comparecer. O Espírito não possui identidade, mas pode assumir uma ou outra para melhor se identificar e geralmente conserva, após a morte, a aparência que teve na última existência. Mas ainda uma vez: essa aparência não é uma necessidade real, somente uma opção.
Voltemos às necessidades físicas.
Os espíritos não têm mais um corpo físico. Sem o corpo físico, estão livres das necessidades que este possuía: fome, sede, sono, sexo etc. Isso tudo fazia parte do corpo.
Ocorre que alguns Espíritos conservam estas necessidades, mas não podemos confundi-las com as necessidades reais, pois se fossem reais, seriam para todos e não estariam vinculadas ao grau evolutivo. Se a alimentação fosse uma necessidade do Espírito, teria que ser para todos e não somente para alguns, assim como aqui na Terra, bons e maus, justos e injustos, tem que comer. O mesmo para todas as outras necessidades. Alguns Espíritos, por sua condição moral e intelectual, podem conservar com maior intensidade os traços da vida física e criar A ILUSÃO de que ainda precisam se alimentar, mantendo a sensação da fome, mas ainda assim, não equivale dizer que se alimentarão. “Poxa vida… parece que aprendemos tudo ao contrário”, você pode me dizer. Não que seja ao contrário, mas que toda essa teoria é a apresentada por Allan Kardec que deve ser sempre nosso porto seguro. Foi ele, juntamente com os mais sérios Espíritos, que trouxeram toda essa teoria. “Mas então deixam que os Espíritos passem fome? Não dão o que comer a eles? Não é isso uma tremenda falta de caridade?” Bem, se realmente tais perguntas fizeram parte da sua mente, talvez você ainda não tenha compreendido a fundo a questão.



Os Espíritos não tem fome. É apenas uma sensação que passa e quanto mais demora a passar, maior é a prova desse Espírito. É o mesmo que pensar que os Espíritos faltam com a caridade por não acenderem a luz para aqueles que se veem na escuridão. A escuridão é um estado particular de cada um, uma provação dada a alguns Espíritos; mas a escuridão em si, tal como a vemos na Terra, não existe para o Espírito. Aqui temos o claro e o escuro, porque nossos olhos precisam da luz para poder enxergar. Na falta dela, não vemos nada.
O Espírito não possui olhos, assim como nós, pois os olhos são órgãos materiais. Conserva a forma, mas forma não equivale a dizer órgãos. Desse modo, o Espírito vê, não mais por órgãos localizados, mas em todo o seu ser. Não precisa mais da luz para ver e é por isso que pode ver até mesmo sobre corpos opacos. Se ele pensa estar na escuridão, essa é uma provação que lhe foi imposta e que deve cessar assim que cessar a causa que cria em seu ser tal ilusão, ou seja, é um estado particular.
O mesmo ocorre com a fome ou com outras necessidades. Não são as necessidades que ele possuía quando no corpo, mas a sensação destas necessidades. Essa sensação deverá desaparecer assim que o Espírito se libertar da impressão causada pelo corpo, o que dura um tempo maior ou menor de acordo com sua evolução e com o apego que este possuía em relação à vida material. Algo semelhante ocorre com pessoas que amputam um membro e que durante um tempo ainda sentem a presença do mesmo. O cérebro conservou a impressão.
O Espírito não possui cérebro, nem órgãos, mas um corpo perispiritual que lhe transmite sensações. Após deixar o corpo, assim como a pessoa com o membro amputado, conserva a impressão do corpo, mas é somente uma impressão e independente se possui fome, sede, frio, desejos sexuais, como não tem mais um corpo, não há o que saciar, pois estas sensações são físicas e não do Espírito. Assim como a pessoa com o membro amputado, que embora sinta coceira no membro que não existe mais, NÃO O PODERÁ COÇAR, o Espírito, embora sinta a resistência de algumas necessidades, não poderá supri-las, porque lhe falta o objeto principal, que é o corpo. Daí surgem para alguns tristes provações.
O que vemos no movimento espírita atual é uma inversão de valores. Querem que o Espírito seja lúcido no corpo e tolo como Espírito, quando o que ocorre é o oposto. Quando estamos encerrados na vida física, grande parte de nossas percepções são bloqueadas (ver questão 22ª de O Livro dos Espíritos) e somos incitados a viver o aqui e o agora. Como Espíritos, as coisas se passam de forma muito diferente.
Daí a importância de Allan Kardec em nossas vidas.
Muitos se dizem espíritas, mas não sabe sequer qual é a pergunta número 1 de O Livro dos Espíritos.
Muitos amigos e companheiros espíritas ficaram intrigados com a série de artigos que publicamos sobre as sensações e necessidades dos Espíritos. Alguns imaginam que estamos negando tudo o que Chico Xavier trouxe, juntamente com Emmanuel e André Luiz, a respeito da vida dos Espíritos. No intuito de sanar essas dúvidas, julgamos útil publicar algumas novas considerações, tentando ser o mais claro possível, de modo a evitar maiores confusões.
Em A Gênese, cap. 14 (dos Fluidos), Allan Kardec, juntamente com os Espíritos, nos ensina que “O pensamento é para o Espírito o que a mão é para o homem”.
Assim, nós criamos com o pensamento tudo o que existe, tanto aqui como lá, na diferença de que aqui precisamos materializar com o recurso das mãos, aquilo que projetamos com o pensamento.
Desse modo, os Espíritos podem criar tais cidades espirituais que inegavelmente existem e se podem criar cidades, podem criar sopas.
Êpa! Então você se contradisse em tudo no seu artigo?
- Não. Continuo afirmando que o Espírito não come.
Uai, mas se ele pode projetar uma sopa pelo pensamento, é porque essa sopa servirá para alimentar alguém?
- Sim.
Eita! Então você está afirmando agora tudo o que negou antes?
- Não.
Então não entendi patavinas do que você quer dizer. Explique.
- O fato do Espírito “projetar” uma sopa, não significa que é sopa, tal qual a conhecemos aqui. Digamos que o Espírito projete uma feijoada deliciosa, cheirosa com tudo o que há de melhor nela. Pois bem, ainda assim é só uma projeção.
Mas o espírito pode comer essa feijoada e se sentir saciado?
- Sim, pode comer, pode sentir-se saciado, mas ainda uma vez: é projeção e não comida de verdade… Digamos que seja somente para suprir nele uma ilusão de fome.
Vou dar um exemplo:
Allan Kardec conta que um médium viu um Espírito sentado ao piano, tocando-lhe as teclas e o piano produzia perfeitamente a peça que ele tocava. Bem, o Espírito não pode tocar nas teclas do piano, pois para isso precisaria de músculos. Mas como ele foi visto tocando nas teclas e o piano correspondendo às notas? Ocorre que ele “acreditava que tinha necessidade de tocar com os dedos”. Não compreendia que quem estava desempenhando aquela função era simplesmente seu pensamento e sua vontade, e como julgava ainda precisar tocar nas teclas, assim o fazia, na “ilusão” de que era com os dedos que tocava.
Ocorre o mesmo com Espíritos que, embora podendo transpor paredes, acreditam que estas ainda lhe são obstáculos. O obstáculo somente existe em SEU pensamento, mas não é um obstáculo real. A partir do momento que ele percebe isso, o obstáculo deixa de existir. É o mesmo que ocorre com as sensações de fome, frio, sede, necessidade física como ir ao banheiro, tomar banho, etc. São sensações que só existem em seu ser, ou seja, são particulares de cada um. A partir do momento que o Espírito tiver consciência disso, tais necessidades desaparecem, provando que não eram necessidades reais, mas espécie de ilusão deixada pelo impacto da vida física.
Ele pode projetar uma sopa e comer? Pode. Pode tomar um suco, uma bebida alcoólica ou um sorvete? Pode. Pode fumar (ver em O Livro dos Médiuns – Laboratório do Mundo Invisível), beber, se drogar, enfim, fazer tudo o que fazia em vida física? Pode. Mas isso tudo só existe porque ELE quer, é algo particular de cada um e não uma necessidade real de todo e qualquer espírito. As sensações que ele experimenta neste estado são ILUSÕES que, embora tenham algo de real, continuam sendo ilusões.
Mesmo para Espíritos vulgares, pouco evoluídos, a partir do momento que ele percebe que não tem mais necessidades, isso tudo desaparece. Não está relacionado a evolução – embora com a evolução tais perturbações sejam cada vez menos intensas – mas ao estado emocional e mental de cada um.
Mesmo aqui na Terra, quantas vezes vivemos algo que se nos apresenta indispensável, e quando perdemos esse algo, percebemos que podemos viver tranquilamente sem a sua presença. Quantas vezes vivemos ilusões que são perfeitamente reais e que somente depois é que percebemos nosso engano e caímos na realidade?
Se isso acontece aqui, ainda mais na vida espírita.
Em resumo, os Espíritos não comem, não dormem, não transam, mas podem conservar sensações que os perturbam nestas necessidades, podendo assim projetar coisas no intuito de suprir estas necessidades, mas isso tudo, por mais real que possa parecer, é mera ilusão, independente de evolução, que deve desaparecer assim que desapareçam as causas destas sensações.
Sérgio Pereira/kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Yemanjá/Elegbara Ajelú


domingo, 18 de setembro de 2011

Manuscritos de Nag Hammadi; Evangelho de Tomé; Maria de Magdala; Jesus Cristo: Homem, Deus ou Mito?




Manuscritos de Nag Hammadi; Evangelho de Tomé; Maria de Magdala; Jesus Cristo: Homem, Deus ou Mito?

O "Acaso" tem sido o grande fornecedor dos "Documentos Patrimônio da Humanidade" e alguns sentem a tentação de denominá-lo de : "Intervenção Divina" ou "Mão do Destino" ocorrida no tempo exato, para "dar a Cesar o que é de Cesar". - " Os textos de Nag Hammadi reabrem questões fundamentais". - Elaine Pagels.



Descobrindo os Manuscritos

O sítio arqueológico de Jabal al-Tarif, Egito, é uma montanha repleta de cavernas (150) usadas como túmulos que foram escavados e pintados na Sexta dinastia há 4300 anos, perto da cidade de Nag Hammadi. O camponês Muhammad Ali al-Salmman e seus irmãos, escavavam o local buscando terra macia e fértil para as suas plantações e, de repente, bateram num pote vermelho de cerâmica, com quase um metro de altura. Supersticioso, Muhammad temeu quebrar o pote, não estaria escondido ali um jinn, um espírito malévolo?



A cobiça foi mais forte: e se ali houvesse ouro? E o pote foi quebrado e dos seus pedaços surgiram treze livros de papiro encadernados em couro. Estes códices são o marco I da "História do Livro", na "História da Humanidade". Desapontado, Ali carregou a sua "decepção" e a jogou num monte de palha perto do fogão da sua casa. Alguns dos papiros foram usados por sua mãe para atiçar o fogo. Em seguida, Muhammad Ali consumou uma vingança, assassinando o matador do seu pai e temeu a polícia. Já intrigado, supondo o valor do seu achado que jazia junto com a palha do fogão, o camponês pediu asilo para o seu achado ao sacerdote al-Qummes Basilius Abd al-Masih. Lá, o código foi descoberto por um professor de História, Raghib, quem suspeitou de que encontrara um tesouro. E os códices conheceram um verdadeiro projeto de confiscos, contrabandos e turismo, indo, finalmente, aportar nos Estados Unidos(grande parte do Códice III). A parte confiscada, dez e meio dos treze livros, ficou no Museu Copta do Cairo. Os Códices "americanos" foram adquiridos pela "Fundação Jung - Zurique - por intermediação do professor Gilles Quispel.

Quispel partiu para o Cairo, em busca do material que faltava nos códices adquiridos pela "Fundação" do psicanalista Carl G. Jung. De posse do documento, em estado de estupefação e incredulidade, decifrou ocódice: - "Essas são as palavras secretas que Jesus, o Vivo, proferiu, e que seu gêmeo, Judas Tomé, anotou". Ao contrário dos Evangelhos do Novo Testamento, esse evangelho surgia como sendo um registro autêntico dos ensinamentos de Jesus e se apresentava como um Evangelho Secreto. Continha passagens do Novo Testamento, entretanto, sob outra luz e outras dimensões. Quispel observou que Jesus, o Vivente, empregava verdadeiros koans, extremamente enigmáticos:



Jesus disse: "Se manifestarem aquilo que têm em si,

Isso que manifestam os salvará. Se não manifestarem

O que têm em si, isso que não manifestarem os destruirá".



Talvez seja esta a razão de alguns teólogos, como Holger Kersten, afirmarem que o cristianismo tem raízes budistas.

O Segundo Tratado do Grande Seth (VII,2)

Cristo ressuscitou? História ou símbolo?



Eles me viram e me infligiram castigo,(mas) era outro, seu pai. A-

aquele que bebeu o fel e o vinagre não era Eu. Eles me flagelaram

com o caniço, (mas era) outro. Aquele que carregou a cruz em suas

costas era Simão. Foi outro que recebeu a coroa de espinhos. Quan-

to a mim, Eu me rejubilava nas alturas, acima de todo o im-

pério dos arcontes e da semente de seu erro (e) de sua glória vã

e zombava de seu erro (p.55,9-56,19).

"Jesus Cristo ressuscitou. Com essa proclamação nasceu a igreja cristã". - Elaine Pagels. Este é um dos problemas mais polêmicos dos textos de Nag Hammadi, se não for o mais polêmico de todos. - "A primeira parte (p.49,10 - 59,18) insiste no simulacro da paixão (interpretação docetista) e ataca o dogma realista da Grande Igreja. A segunda parte (p.59,19 - 70,10) prolonga a polêmica e denuncia na Grande Igreja a pretensão de encarnar a verdadeira Igreja". - Jean D. Dubois e R. Kuntzmann. Elaine Pagels diz que acredita que a Ressurreição de Jesus seja, talvez, o próprio fundamento do cristianismo e atesta que - "Certamente é o mais radical: o cristianismo insiste que, num momento histórico, único e singular, o ciclo inverteu-se e um homem morto voltou à vida". - Outros especialista encaram a polêmica sob o ponto de vista "espiritual" e todos concluem que é necessário saber: Quem ressuscitou Jesus? Ele próprio? Deus? Se a resposta for, ele próprio, isto representará a sua vitória sobre a morte e abrirá, com este fato, o acesso para a ressurreição espiritual.

Segundo a célebre especialista Elaine Pagels, alguns ministros, teólogos e estudiosos começaram a contestar a ressurreição literal de Jesus, ressaltando a atração psicológica que ela exerce sobre as nossas esperanças e medos mais profundos. São Paulo admitia a ressurreição "material" de Jesus, entretanto, estes especialistas citados acima lembram que Paulo viu Jesus como espírito e não com o seu corpo carnal. Seus acompanhantes não viram ninguém, apenas "uma voz" (Testemunho da Verdade 45: - 48:18, in NHL. 117). Apesar de, a princípio, defender a materialidade da ressurreição, Paulo concluiu: "Digo-lhes, irmãos, a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção (i.e. o corpo mortal) herdar a incorruptibilidade". Entretanto diz Pagels:

" A cristandade ortodoxa, ferrenhamente, continuou crendo na "Ressurreição da Carne". -



Os gnósticos acreditavam com o "Tratado da Ressurreição", que o Cristo ressurrecto sofrera uma Transfiguração, não seria um corpo de carne e sim um corpo "Transfigurado". Um mestre gnóstico no "Tratado da Ressurreição" de Nag Hammadi define - "Não suponha que a ressurreição seja uma aparição (phantasia - fantasia), é algo real. Deveríamos sustentar, ao invés, que o mundo é uma aparição - e não uma ressurreição". Tertuliano dizia que era preciso "crer" na Ressurreição, - "porque é absurdo!"

Esta questão ainda não está finda. Os especialistas andam às voltas com uma importante especulação à respeito: "Esta doutrina se presta ou não, a uma função política essencial? - O consenso é o de que ela legitima a autoridade de certos homens que, como sucessores de Pedro, reivindicam a liderança das Igrejas. - Do século II em diante, essa doutrina serviu para validar a sucessão apostólica dos bispos - que é o fundamento da autoridade papal até os dias de hoje. Os cristãos gnósticos que interpretam a ressurreição de outras maneiras diferentes das dos ortodoxos, são denunciados como hereges". - (Elaine Pagels).



Raymond Kuntzmann e Jean Daniel Dubois, especialistas em escritos gnósticos, esclarecem que Jesus se oculta atrás do Grande Seth - "e são numerosas as referências neotestamentárias" - a crucificação reflete o pensamento gnóstico e concluem - "É a gnose quem salva; o Antigo Testamento e particularmente o seu Deus são tidos como fundamentalmente maus: o Novo Testamento é bom, e, finalmente, a crucifixão consiste na substituição de Jesus por Simão Cirineu". Kuntzmann - Dubois.



"Vocês sabem que aqueles que governam nações dominam

e que seus grandes homens as tiranizam. Não seja assim entre

vocês. Antes, quem quiser ser grande, que saiba servir; e quem

quiser ser o primeiro, que seja o servo de todos". Palavras de Jesus a Tiago e João. Manuscritos de Nag Hammadi.



Evangelho de Felipe (II,3)

Elaine Pagels, ressalta o texto que ridiculariza os cristãos ortodoxos, como se fossem ignorantes, por acreditarem na Ressurreição literalmente. - "É necessário receber a ressurreição enquanto vivem". - Nag Hammadi. Kuntzmann e Dubois escolheram o texto que se refere à Maria Madalena - " O círculo que cerca Jesus simboliza a comunidade perfeita dos pneumáticos (os gnósticos, os espirituais) particularmente Maria Madalena, da qual o "Evangelho de Maria" diz (p.18,13 - 15):

"O Salvador a conheceu de modo indefectível. Por isso ele a amou mais do que a nós".

Outros especialistas acham sugestiva a palavra conheceu devido à conotação bíblica desta palavra.



(Havia) três (que) andavam sempre com o Senhor: Maria, sua

mãe, sua irmã e Madalena, que era chamada sua companheira

pois Maria é sua irmã, sua mãe e sua companheira (p.59,6 - 11)

Elaine Pagels se manifesta a respeito do que diz Felipe sobre Madalena: - " O Evangelho de Felipe continha um perfil do Jesus histórico muito diferente daquele que é retratado no Novo Testamento" - Elaine Pagels referia-se:

... a que acompanha (o Salvador é) Maria Madalena. (Mas Cristo amava-a) mais que (todos) os discípulos, e costumava beijá-la(freqüentemente) nos lábios. Os outros (discípulos ofenderam-se)... e disseram-lhe: "Por que tu a amas mais que a todos nós?"

O Salvador respondeu e disse-lhes: "Porque eu não os amo como(amo) a ela?... Grande é o mistério do casamento - sem ele o mundo

não existiria. Agora, a existência do mundo depende do homem e a existência do homem do casamento". Evangelho de Felipe.

A teóloga australiana Barbara Thiering (Jesus, the man) afirma que Jesus era casado com Maria Madalena. A festa de noivado seria "As Bodas de Caná", uma das provas deste casamento (segundo os ritos de então). O episódio é apenas narrado por João. Se ali aconteceu o primeiro "milagre" de Jesus, porque os outros evangelistas ignoraram "As Bodas de Caná"? Há a lembrança de que os servos dirigiram-se à Maria, mãe de Jesus, para reclamarem o vinho e não à uma outra pessoa, o "dono da festa", o que seria normal? A dra. Thiering explana e esclarece esta e outras questões mais profundas no seu livro: "Jesus, the man".



O Evangelho de Maria (Madalena) (Papiro 8.502) do Códice de Berlim



Data: fins do século II / Princípios do século III.

Maria Madalena era grandemente admirada pelos gnósticos que chamavam-na de - a companheira de Jesus -. Maria Madalena e não Maria, mãe de Jesus, é quem serve de medianeira do Mestre e era para ela que Jesus reservava, muitas vezes, os seus ensinamentos mais secretos.



"Os discípulos são consolados pelas palavras de Maria Madalena, a quem o Salvador havia transmitido revelações particulares. Maria Madalena serve de intermediária para a transmissão das palavras do Senhor". - (p.9,20)

Elaine Pagels pergunta: "Qual o elo entre o pequeno grupo que se reuniu em torno de Jesus e a organização de âmbito mundial que, nos 170 anos após a sua morte, desenvolveu-se numa hierarquia de três níveis composta de bispos, padres e diáconos?"

O especialista Haus Von Copenhausen responde: "Pedro foi o primeiro para quem Jesus apareceu depois da ressurreição, o primeiro líder cristão".

Elaine Pagels refuta, com o Novo Testamento nas mãos: "Marcos e João afirmam que Maria Madalena e não Pedro, foi a primeira testemunha da Ressurreição". As igrejas ortodoxas decidiram a favor de Pedro, discriminando outros testemunhos fora o dos apóstolos. Lucas fala sobre os testemunhos "oficiais". Elaine Pagels opina: - " O título do Evangelho de Maria sugere que sua revelação proveio de uma comunicação íntima e direta com o Salvador. A alusão a uma relação erótica entre Jesus e Maria Madalena pode ser um indício de comunhão mística; através da história, místicos de diversas tradições empregaram metáforas sexuais para descreverem suas experiências". -

Maria Madalena (que, segundo os especialistas, jamais foi uma prostituta e sim uma injustiçada), no "Evangelho de Maria" consola os apóstolos, contando-lhes as suas "visões" de Jesus dizendo-lhes que ele lhe passara, na mente, as palavras de conforto.

Para os gnósticos, Madalena era a sua própria representação. Jesus foi "visionado", também, por: João (apócrifo de João), Pedro (a epístola de Pedro a Felipe), Felipe (o Evangelho de Felipe). E Tomé (o Evangelho de Tomé) - textos dos Manuscritos de Nag Hammadi.

Jesus lhes apareceu como luz, criança, imagem de múltiplas formas, um grande anjo de luz. Nesta última visão "A Sabedoria de Jesus Cristo" (Nag Hammadi) Ele disse aos apóstolos que iria ensinar-lhes "os mistérios do plano divino" para o universo e o seu destino - "Cada pessoa reconhece o Senhor da sua própria maneira, nem todas iguais". Teódoto.

O Evangelho de Maria conta as "palavras secretas de Jesus e ela é a intermediária do Senhor: (p.9,20 - 10,8)



Pedro disse a Maria: "Irmã, nós sabemos que o Salvador

Te amou mais do que a todas as outras mulheres. Diz-nos

As palavras do Senhor de que te lembras, que tu conheces,

Mas que nós não conhecemos ou não ouvimos! Respondendo,

Disse Maria: "Eu vos anunciarei aquilo que está oculto de vós".



Maria comenta - "onde está o intelecto, aí está o tesouro" (ef.Mt. 6,21) ( Lc 12,34) e - " descreve a ascensão da alma e a sua passagem pelos diversos céus até a eternidade." -



O "Evangelho de Felipe" fala, cruamente, do ciúme e da rivalidade entre os discípulos e Maria Madalena, a pessoa mais próxima de Jesus e símbolo da sabedoria divina, Sofia. "O diálogo do Salvador inclui Madalena entre os três discípulos escolhidos para os seus ensinamentos especiais e a exalta sobre os outros dois: Tomé e Mateus: - "ela falou como uma mulher que conhecia o TODO". - "Os cristãos ortodoxos afligiam-se com o posto ocupado por Maria Madalena junto a Jesus, pois consideravam Pedro seu representante maior": "Pedro, você foi sempre irascível. Se o Salvador a considerou digna, quem é você para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhecia muito bem. Por isso amava-a mais que a nós", disse Levi. Os cristãos ortodoxos, comenta Elaine Pagels, com as suas epístolas e diálogos supostamente "apostólicos", afirmam o oposto. Mas Jesus, à uma queixa de Maria Madalena sobre o constrangimento que sentia diante do enciumado Pedro, que se julgava digno de toda a prioridade, e quem odiava "a espécie feminina" (Maria Madalena), encerrou a questão: "Aquele que o Espírito inspirar recebe ordenação divina para falar, seja homem ou mulher." -



O Evangelho de Tomé - códice II de Hag Hammadi

(Algumas sentenças)



Eis as palavras secretas ditas por Jesus, o Vivente, escritas por Judas Tomé, o Gêmeo.

- E ele disse: "Aquele que encontrar a interpretação destas palavras não provará a morte".



- Jesus disse: "Se aqueles que vos guiam dizem 'Eis, o Reino está no céu', então, os pássaros do céu vos ultrapassarão; se eles vos dizem que está mar, então os peixes vos ultrapassarão. Pois bem, o Reino está em vosso interior, mas também está em vosso exterior. Quando vós vos conhecerdes, então series conhecidos e sabereis que sois filhos do Pai Vivente. Mas se vós não vos conheceis, então estareis na pobreza e sereis a própria pobreza".



- Jesus disse: "O ancião carregado de anos não hesitará em interrogar uma criança de sete dias a propósito do Lugar da Vida. E viverá, pois muitos dos primeiros serão os últimos e se tornarão um só".





- Jesus disse: "Conhece o que (ou 'aquele' que) está diante de ti e aquele (ou 'o que') que se te ocultava te será desvelado, pois não há nada de oculto que não se manifeste".

- Jesus disse: Feliz do leão que o homem comer, pois o leão tornar-se-á

homem; maldito o homem que o leão comer, pois o leão tornar-se-á

homem".

- Os discípulos disseram a Jesus: "Dize-nos a que se assemelha o Reino dos céus". Ele lhes disse. "Ele se assemelha a um grão de mostarda, a menor de todas as sementes. Mas, quando cai em terra cultivada, dá grande ramo e torna-se refúgio para os pássaros do céu".



- Jesus disse: "Eu vos escolherei para vós um entre mil e dois entre dez mil e eles se manterão solitários".

- Jesus disse: "Ama a teu irmão como à tua alma; vela por ele como pela menina dos teus olhos".

- Jesus disse; "Tu vês o argueiro que há no olho de teu irmão, mas não vês a trave que está em teu olho; quando retirares a trave de teu olho, então poderás ver para retirar o argueiro do olho de teu irmão".



- Jesus disse: "Cidade edificada sobre a montanha elevada e fortificada não pode cair nem pode permanecer oculta".

- Jesus disse: "Eu digo meus mistérios aos que são (dignos) de meus mistérios. Que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita".



O Evangelho de Verdade é uma alegria para aqueles que receberam do Pai da verdade a graça de conhecê-lo... Pois ele os descobriu em si, e eles o descobriram em si, o incompreensível, o inconcebível, o Pai, o ente Perfeito, aquele que fez todas as coisas.



A Hipótese dos Arcontes (11,4) :

(ou a Realidade dos Governantes ou ainda a substância do Soberanos)



Vocabulário gnóstico: Arconte = Força dos Cosmos, no singular, o Grande Arconte, demiurgo e senhor do mundo inferior. No plural = o círculo que cerca o demiurgo ou os planetas.

A Hipótese dos Arcontes (11,4) diz respeito à Política do Monoteísmo em duas revelações sucessivas por parte dos anjos: o Gênesis gnóstico 1-6. Alguns estudiosos sugerem que o "Credo" foi originalmente formulado para excluir os seguidores do herege Márcion das igrejas ortodoxas. Qual foi a heresia de Márcion? Márcion, cristão da Ásia Menor, viu um contraste entre o Deus do Antigo Testamento e o do Novo Testamento. O primeiro, um Deus criador justiceiro e punitivo, criador, também, do sofrimento, dor doença - e até pernilongos e escorpiões. - O Deus do Novo Testamento era Amor e Perdão. Dois deuses diferentes? Chamaram-no "dualista" e Irineu, mais tarde, objetava que os gnósticos eram dualistas como os marcionistas acreditavam que - "há outro Deus além do criador". - Alguns dos textos de Nag Hammadi demonstram este fato: "é ago... (por causa do seu) poder, da sua ignorância e (da sua) arrogância, ele disse...(Eu sou Deus, e não há (outro além de mim)". Dizendo isso pecou contra (a Inteireza). E do alto, de além do domínio do poder absoluto, veio uma voz dizendo, "Estás enganado, Samael, que quer dizer "deus dos cegos". (A voz de Sofia = Sabedoria).

No Apocryphon de João:

Na sua insânia... disse, "Eu sou Deus, e não há outro além de mim - pois ele ignora... o lugar de onde veio... e quando viu a criação que o circunda, e quando viu ao seu redor a multidão de anjos que dele vieram, disse-lhes, "Eu sou um Deus cioso e não há outro Deus que não eu". Porém, proclamando isso, indicou aos anjos que existe outro Deus; pois se não houvesse outro, de quem teria ciúmes?"



No episódio do Eden, os manuscritos, novamente, definem este "Deus ciumento e tirano" e a resistência de Adão e Eva ao seu jugo, com o auxílio da serpente - o iniciador - na antigüidade, símbolo da sabedoria divina. Paranomasia do especialista Birger Pearson, em aramaico, associando a serpente - Instrutor - (serpente = hewya = instruir, hawa = Eva).

...Deus deu (uma ordem) a Adão, "De toda árvore você poderá

comer (mas) não da árvore que está no meio do Paraíso; pois no dia em

que comer, certamente morrerá". Mas a serpente, o mais sábio de todos os

animais, persuadiu Eva dizendo, "No dia em que você comer da árvore

os olhos da sua mente se abrirão. Eva obedeceu e comeu e deu

também a seu marido".

Os textos prosseguem e o escriba pergunta:

"Mas que espécie de Deus é esse? Primeiro, fez Adão cobiçar comer da árvore do conhecimento... Sem dúvida mostrou-se invejoso e malévolo".



Em contrapartida às teses de heresia dos gnósticos, citadas por Irineu, os Manuscritos de Nag Hammadi respondem com as palavras de Constantino - "Há uma gnose monadária" - e com o célebre gnóstico Valentino, no - Tratado Tripartido - (Tripartite)

Tratado Tripartite (1,5)



Códice Jung - O Evangelho de Verdade (1,3) atribuído a Valentino



O mais poético dos Manuscritos.

Eu sou um filho vindo do Pai - o Pai que é pré-existente...

Meu ser vem Daquele que é pré-existente, e eu retorno ao

Meu próprio lugar, o lugar de onde vim.

Elaine Pagels pergunta: "Como reagiria Valentino e seus iniciados às afirmações de Constantino de que o bispo exerce autoridade sobre a comunidade "como Deus no céu - isto é, enquanto amo, rei, juiz e senhor?" Ela mesma responde por eles: - Você alega representar Deus mas, na realidade, representa o demiurgo, a quem serve e obedece cegamente. Eu, no entanto, já ultrapassei a esfera do demiurgo - e, portanto, a sua também!" -

A "Gnose" é a experiência Direta e sem Intermediação: de Deus/Princípio Último, o Uno.

" O iniciado gnóstico tem uma justificação teológica para a desobediência aos bispos e padres, passam a ver os bispos e os padres como os "governantes e potestades" que presidem na terra em nome do demiurgo". E. Pagels.

Esta idiossincrasia, descrita no "Evangelho de Verdade" é estendida a este manuscrito:

Outros... que não dos nossos... denominam-se bispos e

Também diáconos, como se houvessem recebido sua autoridade

De Deus... Essas pessoas são canais sem água. (Um seguidor de Valentino)

"Valentino emprega o mesmo termo que Platão empregara para "criador" (demiurgo), indicando que se trata de um ser divino menor que serve como instrumento de poderes superiores" - o demiurgo, em resumo, é o "Deus de Israel" - E. Pagels. No seu "Apocalipse" Pedro tem três visões, explicadas pelo próprio Salvador, tal como esclarece o anjo intérprete do Apocalipse de João (cf. Ap 17, por ex.). O docetismo é patente: o Salvador nunca sofreu sobre a cruz. Na Segunda visão há a distinção entre sua aparência carnal e externa, crucificada, e a real, superior incorpórea. Enquanto os adversários zombam dele e acreditam que o estão crucificando, Jesus, o Vivente, pode zombar deles.



O Segundo Tratado do Grande Seth

De quem é a "Verdadeira Igreja"? "Durante 2000 anos, cristãos de todas as tradições preservaram e veneraram escritos ortodoxos denunciando os gnósticos enquanto suprimiam e destruíam os documentos gnósticos em si". Elaine Pagels.

Nag Hammadi deu o troco e revelou o outro lado da moeda, falando em nome dos "Filhos da Luz": os gnósticos. O Grande Seth - o Salvador - Jesus explica: "Tais pessoas criaram imitação da verdadeira igreja - "divulgando mentiras e proclamando a doutrina de um homem morto, pretendem assemelhar-se à liberdade e à pureza da Igreja Perfeita (ekklesia). Tais ensinamentos, prossegue ele na sua denúncia, levam aqueles que os seguem a se resignarem diante do medo e da escravidão e incentiva-os a sujeitarem-se aos representantes terrenos do criador do mundo que, em sua "glória vã", declarou: "Eu sou Deus, e não há outro além de mim." - E. Pagels.

"O Evangelho de Tomé" e o Livro de Tomé, o Contendor (atribuído ao "irmão gêmeo" de Jesus)



"Talvez sugiram que ele, o leitor, é esse gêmeo" - E. Pagels. Seria gêmeo no sentido do "eu" espiritual? É a dúvida levantada por Pagels.

'Outros estudiosos, como Helmet Koester, professor da escola de Teologia da Universidade de Harvard, no Programa "Jesus the evidence", já citado em outro texto deste jornal, discorda deste simbolismo. Diante das câmeras de televisão, afirmou que é quase certa a irmandade carnal de Judas Tomé com Jesus, "restam poucas dúvidas a respeito deste fato". Por sua vez, Tomé não é um nome próprio bem como Dídimo (Tomé o Dídimo), não é sobrenome. Ambas as palavras significam a mesma coisa: Gêmeo. A irmandade de Jesus, segundo alguns autores, era conhecida na antigüidade, sendo Tiago, também, um dos irmãos carnais de Jesus, tudo muito bem explicitado em alguns trechos do Novo Testamento e no Apócrifos: quatro irmãos e duas irmãs, citados os seus nomes: Judas (Tomé), Josefos, Tiago, Simão, Lísia e Lídia.



"O Apocalipse de Pedro" (VII,3)

"O docetismo é patente: o Salvador nunca sofreu sobre a cruz" - Kuntzmann e Dubois. E prosseguem: "O mito gnóstico mais geral de um Salvador que veio salvar as centelhas de luz caídas na matéria serve de fundo a essas meditações sobre Cristo, Salvador cristão, passando por semelhante de carne e zombando daqueles que se enganam a seu respeito, considerando-o como realmente encarnado". O Apocalipse de Pedro dá margens à celeumas entre os especialistas: desalentado, o apóstolo ouve que "muitos fiéis incorrerão num nome errado" e "serão governados hereticamente". Cristo ressuscitado explica a Pedro que: "aqueles que se nomeiam bispos, e também diácono, como se tivessem recebido sua autoridade de Deus", são na realidade, "canais sem água". Embora "não compreendam o mistério, afirmam que o mistério da Verdade pertence somente a eles". O autor prossegue invectivando, a interpretação errônea dos ensinamentos dos apóstolos, que gerou um "simulacro de igreja" no lugar da verdadeira "fraternidade cristã".

Outro aspecto relevante nos Manuscritos de Nag Hammadi é o referente às mulheres. Jesus as incluiu no seu círculo e mantinha Maria Madalena cercada por deferência especial. O Evangelho de Felipe e o Diálogo do Salvador fazem menção específica: no primeiro, Felipe fala sobre Maria Madalena, o símbolo da sabedoria divina e no Diálogo do Salvador, Madalena surge entre os três discípulos que recebiam ensinamentos especiais.

Elaine Pagels expõe: "Hoje um número crescente de pessoas não consegue se ater somente à autoridade das Escrituras, dos apóstolos, da igreja - ao menos não sem indagarem como essa autoridade se constituiu e o que lhe confere legitimidade, se é que algo lhe confere essa autoridade. Todas as velhas perguntas estão sendo feitas novamente. - Como devemos entender a ressurreição? E o que dizer de mulheres exercendo funções sacerdotais e episcopais? Quem foi Cristo, e como ele se relaciona com o que nele crê? Quais são as semelhanças entre o cristianismo e as outras religiões do mundo?

Elaine Pagels termina o seu livro: "Hoje nós os lemos com olhos diferentes, não como mera "loucura e blasfêmia", mas como os cristãos do primeiros tempos devem tê-los lido - como um vigorosa alternativa para o que conhecemos como a tradição ortodoxa. Só agora começamos a considerar as perguntas com as quais eles nos confrontam". - E.Pagels.



Você viu o espírito, e tornou-se espírito. Viu Cristo, e tornou-se

Cristo. Viu (o Pai), e tornar-se-á Pai... viu-se a si mesmo, e o que

Viu é o que haverá de (se tornar). - Nag Hammadi - Evangelho de Felipe.



"Quem alcança a gnose torna-se "não mais um cristão, mas um Cristo!"

Evangelho de Felipe - Nag Hammadi.



Platão: república, 5886-5896(VI)

Há um texto de Platão em Nag Hammadi! "Um texto de grande sucesso na antigüidade: A República". Segundo Kuntzmann e Dubois, deve ter sido conservado devido aos ensinamentos da moral que iam de encontro ao meio cristão, filosófico e hermético. Por isto faz parte do Códice VI, que aborda o tema, citando Hermes o Trismegisto (Ogdoade e Eneade) liturgia (a prece de ação de graças, o Asclépio - texto hermético).



Fontes:

"Os Evangelhos Gnósticos" - Elaine Pagels - Cultrix

Nag Hammadi - O Evangelho de Tomé - R. Kuntzmann - S. D. Dubois - ed. Paulinas

Jesus - The Man - Dra. Barbara thiering - (Austrália) citações: Dr. Geza Vermes - Sir Laurence Gardner Kt St Gm KDC "Bloodline of the Holy Grail" - Ed. Penguin Books e Element Books.

A Herança Messiânica - Michael Baigent - Richard Leigh, Henry Lincoln - Ed. Nova Fronteira

Internet: http://www.nexusmagazine. com - From lecture presented by: Sir Laurence Gardner, Kt St Gm, KCD.

 Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Ibeiji?Elegbara/Mercúrio
"Eu Penso! Eu Faço!"

sábado, 9 de outubro de 2010

Prof. Giovanni Bruno X Jorn. Daniel Piza - Espiritísmo.


PROF. GIOVANNI BRUNO X JOR. DANIEL PIZA


- ESPIRITÍSMO. –



TEXTO PROFERIDO NA REUNIÃO DE ESTUDO DO GRUPO ESPIRITUALISTA DE AUTODESENVOLVIMENTO DO CPPE – CARIDADE, 12/10/2010.

Escreveu Daniel Piza, no domingo, 12/09/2010, o seguinte:
Por que não me ufano: Modernidade que em alguns solos resiste a vingar. A atual onda de espiritismo em filmes,
livros, revistas e TVs não chega a me espantar, porque qualquer pessoa que circula pelo Brasil sabe como ainda
se acredita em reencarnação, vida após a morte, etc.O que me espanta é que o assunto seja tão pouco debatido,
que o exercício de contestação seja sempre visto como fútil. No Brasil, criticar ou rebater uma crítica, por mais
intelectualmente desonesta que seja, é “passar recibo” ou “se levar sério demais”; a turma do deixa-disso logo se
mobiliza em nome de uma harmonia social antirrealista. Mas eu me divirto perguntando coisas como: se os
espíritos sobrevivem e se comunicam conosco, têm matéria? Se têm matéria, onde ficam? E por que só escolhem
alguns médiuns, feito povo eleito?

RESPOSTA DO PROF. GIOVANNI BRUNO AO DANIEL PIZA.
Abaixo a mensagem que enviei a ele:
Prezado Daniel.
Desculpe o tom intimista, mas leio seus artigos no Estadão desde que Paulo Francis nos deixou.
Venho comentar parte do seu artigo de domingo, 12/09/2010, no Caderno 2 do Estadão, “por que não me ufano” e fazer um breve relato sobre o Espiritismo. Gostaria, no entanto, que você lesse esta mensagem até o final.
Quando na França, em 18 de abril de 1857, surgia o “O Livro dos Espíritos”, com ele vinha à luz o Espiritismo, fundamentado em Ciência, Filosofia e Religião.
Ao contrário do que afirmou a Dra. Sandra Jaqueline Stoll neste jornal (18/04/2010), que não teve a delicadeza de publicar minha contestação ao artigo dela e nem ela em me responder, o surgimento do Espiritismo provocou, sim, verdadeira convulsão nos meios intelectuais e nos elegantes salões europeus. Aliás, as teses da Dra. Stoll, bem como os artigos que escreve, me lembram muito o ditado bíblico: cegos guiando cegos.
Cientistas da época, físicos, químicos, astrônomos e outros do porte de um Michael Faraday, Willian Crooks, Camille Flammarion, Alfred Russel Wallace (sim, aquele da Teoria Darwin-Wallace da Evolução das Espécies); escritores como Victor Hugo e Sir Arthur Conan Doyle (...elementar, caro Daniel...) só para citar alguns, e que a Dra. Stoll julga serem ninguém, se ocuparam, se envolveram e confirmaram os fenômenos espirituais.
Willian Crooks, filiado a Royal Society, publicou seus trabalhos confirmando tais fenômenos no “Quartely Journal of Science” de janeiro de 1874. É claro que houveram os prós e os contras, como sempre. Aliás, na moderna História da Ciência, qualquer cientista que diz acreditar em Deus é desqualificado por aqueles que são ateus e materialistas. São inúmeros os pesquisadores “excomungados” por seus pares. Isaac Newton – hoje, é também “acusado” de ter sido capitalista - Einstein, Pitágoras, Sócrates, Platão, Galileu, Carlo Rubia (Nobel de Física de 1984)... A lista é enorme.
Basta o sujeito dizer que acredita em Deus e que segue uma religião que, instantaneamente, a tropa de choque cientificista e os críticos materialistas, o tratam como um “aleijão mental” e jogam sua reputação na lama, não importando a relevância de seus trabalhos para a Ciência. Para eles, é muito melhor um pesquisador medíocre ateu do que um gênio, ou quase isso, que acredite em Deus.
Você sabe que é assim e que não estou inventando nada. Observei isso nos 10 anos que passei dentro de uma Universidade que realiza pesquisas de ponta neste país intelectual e moralmente árido.
Dizer-se espantado que haja pouco debate sobre o assunto reencarnação, vida após a morte etc, apenas mostra que você nunca se preocupou em ler ou pesquisar nada sobre isso. Há os artigos da Dra. Stoll e, também, uma enorme literatura séria sobre esse assunto aqui e em muitos países.
Vamos abrir um parêntesis e falar brevemente sobre reencarnação e mediunidade.
Os primeiros cristãos conheciam a reencarnação e a mediunidade. Esse ensinamento foi abolido dos ensinos cristãos no século IV, no Concílio de Nicéia, por Constantino. No século VI, no Concílio de Constantinopla, por pressão política da Imperatriz Teodósia, e sob influência de alguns bispos, a reencarnação deixou de fazer parte, definitivamente, do Cristianismo. Pois é, já naquela época os ensinamentos de Jesus foram aviltados e religiosos ambiciosos já vislumbravam a conquista do poder temporal - que atravancou o progresso da Humanidade em mais de mil anos, vindo a culminar na lamentável Santa Inquisição.
Nas antigas Escolas de Iniciação da Índia, Pérsia e Egito essas leis eram conhecidas. Mesmo na Roma dos Césares, em meio a tanta corrupção, violência e orgias, ainda assim havia gente decente conhecedoras dessas leis.
Se tudo isso era estudado entre quatro paredes e matava-se quem ousasse divulgar esses ensinamentos, hoje, o Espiritismo os coloca à disposição de quem quer que seja, gratuitamente, em qualquer Centro Espírita. Ao contrário, por exemplo, dos Rosacruzes (AMORC), sociedade fundada por Amenhotep IV, ou Akhenaton, e que subsiste até os dias atuais. E isso não é uma crítica a eles ou a outras sociedades secretas.
Em todas as épocas da Humanidade tratou-se de reencarnação e comunicação com os mortos ou espíritos. Todos os povos, dos mais incipientes até os intelectualmente avançados, cada qual deu a sua interpretação dessas leis.
Fechado o parêntesis, é preciso que se entenda que o Espiritismo não veio trazer nada de novo sob o Sol, apenas retifica o Cristianismo, praticando-o em sua pureza original. E, refutando mais uma vez a Dra. Stoll em seu artigo “Espiritismo à Brasileira”, o Espiritismo brasileiro, Europeu e de onde quer que seja, não há, nunca houve, não haverá, qualquer “relevo mágico-místico” porque um dos seus principais fundamentos é a “razão”.
Com relação às provas da reencarnação, o trabalho dos espíritas e de outros pesquisadores tem sido um autêntico “trabalho de Sísifo”.
Emprega-se todo o arcabouço científico para reunir fatos, provas e conclusões e, depois, um “mané” qualquer, ou meia-dúzia deles, munidos de grande “achismo” e um sorriso de escárnio na boca diz (dizem), que aquilo não é real.
Prova-se novamente e dizem ser impossível.
Repete-se a experiência e dizem que é farsa.
Baseados em quê refutam as provas? Apenas no “achismo”, pois nunca pesquisaram e nem estudaram matéria alguma sobre aquele assunto. Pior, recusam-se a analisar seriamente os trabalhos. Por medo. Medo de terem que mudar toda a sua concepção de vida.
E aqui vai um “aforismo sem juízo”, que você gosta tanto: em tempos de Universos de sete a catorze dimensões que se interpenetram, sobrevive-se jurando três dimensões.
Para você, uma crítica baseada no “achismo pessoal” é uma crítica séria? É honesto fazer isto? Não foi baseado em achismo e interpretação errônea da Bíblia que o bispo se recusou a olhar pela luneta de Galileu?
Vou relatar, rapidamente, uma experiência ocorrida na UNICAMP, em 1985, na 1ª (e última) Conferência Internacional da Interação Mente-Matéria.
Gasparetto (Luiz Antonio), que naquela época “ainda” era espírita, há muito não o é mais, dizendo-se agora espiritualista, fato desconhecido pela Dra. Stoll, foi convidado a se apresentar na referida Conferência. Ao adentrar no salão, lotado de “Phds” de diversas áreas e tendências, o riso dos incrédulos e cínicos refletia-se nos seus rostos. Quando Gasparetto começou a relatar em quais institutos e quais os pesquisadores a que se submeteu na Europa, (ex)União Soviética, Estados Unidos (Harvard, Stanford, Berkeley) e que atestaram ser “real” o fenômeno de psicopictoriografia (ou pintura mediúnica), os mestres e doutores engoliram o sorriso irônico e ficaram espantados ao vê-lo pintar - “mediunizado” - diversos quadros de Da Vinci a Picasso. O diretor do Instituto de Artes, coitado, abestado, mal continha sua estupefação. Não se conformava em ver a rapidez com que os quadros eram pintados (de 1 a 3 minutos), as diversas técnicas usadas (em vida um bom pintor consegue dominar, no máximo, duas – palavras dele), as cores que não se misturavam, isto é, cada cor estava no seu devido lugar, embora utilizadas com rapidez e alguns quadros pintados com as mãos e de cabeça para baixo.
A apresentação foi às claras. De manhã. A luz do dia entrava por todas as janelas do salão do Instituto de Química que, também, tinhas suas luzes acesas. Tudo foi fotografado e filmado em VHS.
Diante de tão marcante apresentação e diante de seus olhos atônitos, os “çábios” se calaram e nem se atreveram a contestar coisa alguma. Pegaram a síndrome do avestruz: enterraram suas cabeças nas três dimensões e apagaram de suas memórias o que viram.
O baiano Ubaldo tem razão ao ponderar que “prova, não prova nada” (especialmente nestes dias lulianos).
Hoje, na UNICAMP, no mais puro Orwell (1984) ninguém mais sabe onde foram parar aqueles quadros ou se um dia eles realmente existiram.
Você tem razão: “modernidade que em alguns solos resiste a vingar”.
Ainda agora, prosseguindo com o “trabalho de Sísifo”, o delegado João Alberto Fiorini, da Polícia Civil Científica do Paraná, pesquisa a hipótese de que trazemos, nas reencarnações, a mesma impressão digital da reencarnação passada. Os trabalhos seguem em laboratórios científicos e, em alguns casos, já se comprovou a tese.

E aí, qual será a desculpa esfarrapada dos materialistas? Falsificação de análises e resultados ou vão desqualificar moralmente a ele e a outros pesquisadores?

Será que aqueles que se envolveram com os fenômenos espíritas viraram “QI de ameba” – e moral duvidosa - após provarem serem verdadeiros tais fenômenos, que nada mais são do que fenômenos naturais presentes em todas as culturas e épocas da Humanidade?
O Prof. Dr. Sílvio Seno Chibeni, mestre em Mecânica Quântica, Doutor e Livre-Docente em Filosofia da Ciência, da UNICAMP, escreveu um artigo onde demonstra que Allan Kardec usou a metodologia científica para codificar o Espiritismo.
Não poderia ser diferente. Um dos mais brilhantes alunos de Pestalozzi, o francês Denizard Hippolyte Léon Rivail ou Allan Kardec (codinome intuido pelos Benfeitores Espirituais), positivista, educador emérito e maçon, escreveu várias obras que foram adotadas em escolas francesas.
Teria Kardec ficado “leso da cabeça” só porque pesquisou, estudou, provou e codificou o Espiritismo?
Enfim, você quer um debate em quais bases?
Você vai analisar previamente os trabalhos de Crookes, Faraday, Bozzano, Dellane, Rodrigues (Henrique), Andrade (Hernani Guimarães), Facure (Nubor), Banerjee, Stevenson (Ian) e outros mais recentes e dar seu parecer ou vai se basear na obra polêmica da Dra. Sandra Stoll? (Fico pasmo que ninguém ainda tenha rebatido os absurdos sobre o Espiritismo em sua obra. Ou será que há um certo receio em publicá-los?).
Como crítico, você não tem que analisar a obra que vai criticar? Afinal, não é esse seu trabalho? Você vai ler e analisar antes “O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo” para depois tirar suas conclusões ou vai continuar a fazer como outros “manés” que, sem ler ou estudar coisa alguma, vai dizer acho isso ou acho aquilo?
Como sugestão, aproveite a onda “Nosso Lar” e promova uma Conferência sobre esse tema no Estadão. Convide a Dra. Stoll e outros que você conhecer. Do meu time, prefiro o Prof. Dr. Cosme Massi, do Centro de Lógica da UFPR, ou da UNICAMP, o Prof. Chibeni ou o Prof. Dr. Aécio Pereira Chagas (um dos maiores químicos do Brasil e do mundo) ou outros que você pode escolher entre as mais diversas associações de profissionais espíritas como as de Magistrados, Advogados, Delegados, Promotores, Médicos, Jornalistas, Psicólogos etc. Físicos e engenheiros, sem contar outras universidades, há um bom punhado só na UNICAMP e na USP, e teses de mestrado e doutorado com temática espírita são aprovadas nas nossas principais universidades.
Felizmente, há espíritas em “todos” os extratos sociais do país, da América Latina (pasme, até em Cuba), América do Norte, Europa, Oceania, Japão...São solos que abrigam e cultivam a modernidade. E até na África.
O Estadão, por exemplo, em seu rol de articulistas teve um grande espírita: Monteiro Lobato.
Se citei os “Phds espíritas”, foi para que não se firmasse em você o preconceito de que “Espiritismo é coisa de gente ignorante e sem informação”. Nós espíritas, sabemos que os “títulos de nada valem”, pois, quando retornarmos à Pátria Espiritual, nossa consciência nos perguntará “quanta caridade praticamos e quantos corações aflitos aliviamos”.
Para terminar, as suas perguntas - Se os espíritos sobrevivem e se comunicam conosco, têm matéria? Se têm matéria, onde ficam? E por que só escolhem alguns médiuns, feito povo eleito? - são muito fáceis de responder. Contudo, para que você se divirta muito mais procurando suas respostas não vou respondê-las. Este é o verdadeiro divertimento, procurar pelas respostas às perguntas – não é assim que os cientistas se divertem (vai ver é por isso que ganham tão pouco)?
Em tempo: Willian Crookes foi contratado para desmistificar os fenômenos espíritas e acabar de uma vez por todas com as notícias que circulavam pela Europa e América sobre eles (ainda me pergunto como a Dra. Stoll teve a coragem de dizer que não houve repercussão nenhuma sobre o surgimento do Espiritismo!!!). Entretanto, Crooks, pesquisador famoso e caráter ilibado, publicou e atestou a veracidade de tais fenômenos.
Deixo um fraternal abraço e os votos de muita Paz a você e à Dra Sandra Jacqueline Stoll, se por ventura a contactar, a quem espero que encontre o bom senso e a realidade dos fatos em suas pesquisas, e me coloco à sua disposição para enviar-lhe algum trabalho que queira consultar e que não encontrar em livrarias ou na Internet.
Atenciosamente.
Giovanni Bruno
Vice-Presidente da União das Organizações Espíritas Intermunicipal de Campinas (USEIC)
Físico; Especialização em Engenharia Mecânica pela UNICAMP; Especialização em Economia de Empresas pela PUC-Campinas; Professor de Comércio e Marketing Internacional.

Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Yemanjá/Vênus
“Eu Posso! Eu Posso!”