sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A ORIGEM DOS ESPÍRITOS - PARTE II

 
A ORIGEM DOS ESPÍRITOS – PARTE II

Palestra proferida por Sérgio Pereira, na Sessão Mediúnica de 11/10/2013.

 
DEUS E OS ESPÍRITOS



Os espíritos da codificação afirmam existir dois elementos constitutivos do universo: espírito e matéria. Neste caso, Kardec usa o termo “espírito” como sinônimo de um elemento inteligente universal, o princípio inteligente. Já a matéria, com suas diferentes combinações químicas, até mesmo o princípio vital, que dá vida a todos os seres que o absorvem e assimilam, teria sua fonte na matéria universal modificada, no fluido universal.

Na questão 27 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta se haveria, assim, dois elementos gerais do universo: a matéria e o espírito. Os espíritos responderam: “Sim, e acima de tudo Deus, o criador de todas as coisas; essas três coisas são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material é preciso juntar o fluido universal, que desempenha papel intermediário entre espírito e a matéria propriamente dita, muito grosseira para que o espírito possa ter uma ação sobre ela. (...)”. A ideia de uma trindade universal também está presente nas doutrinas católica, protestante, hindu, entre outras.

A questão 77 afirma que os espíritos são obra de Deus, como uma máquina é obra do homem e não ele mesmo. Mas – pergunto eu – se Deus está acima de tudo, se é Infinito, Todo-poderoso... Como pode existir algo que não seja Ele? Sim, porque se a máquina não é o homem, de acordo com a comparação feita, nós não somos Deus... É possível algo não ser Deus? Se isso for possível, Deus passa a ter limites, deixa de ser ilimitado e perde um de seus atributos.

Quando Kardec na questão 78 do Livro dos Espíritos pergunta se os espíritos tiveram princípio ou existem, como Deus, de toda a eternidade, os espíritos respondem: “Se os espíritos não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, ao passo que eles são sua criação e submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade e isto é incontestável; mas saber quando e como nos criou, não o sabemos.” Novamente é reforçada a ideia de que somos criação de Deus, mas não somos Deus. Enfim... Antes, na questão 21, os espíritos da codificação reconhecem que não sabem se a matéria existe desde o princípio, como Deus, ou foi criada por ele em determinado momento.

Depois, a questão 79 diz que os espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material, mas como ocorreu este processo de individualização é desconhecido. Atenção: a ideia de princípio, aqui, é de origem, matriz, base ou substrato para a existência.
Os espíritos que orientaram Kardec não sabem se:
- a matéria existe desde toda a eternidade,
- não conhecem nossa origem,
- não sabem como ocorreu o processo de individualização dos espíritos em relação ao princípio inteligente,
Mas, afirmam com toda a certeza que os espíritos foram criados por Deus, mas não é ELE, apesar de serem imortais.

Sérgio Pereira/Kajaide

Orientador Espiritual

Ano de Obaluayê/Nàná/Lonã

“Paz e Bem!”

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A ORIGEM DOS ESPÍRITOS - PARTE I

 

 
 
 
A ORIGEM DOS ESPÍRITOS – PARTE I


Palestra proferida por Sérgio Pereira na Sessão Mediúnica de 04/10/2013



Falar sobre a origem de Deus e dos espíritos é algo muito além da nossa capacidade. Na verdade, o que a maioria absoluta de nós podemos fazer é especular, raciocinar e intuir algo a respeito da nossa origem e de Deus
 

Certamente que somente alguns seres que encarnaram na Terra tiveram um alto nível de consciência espiritual para entender, apenas, com mais clareza a respeito de Deus e da origem dos Espíritos, seja eles humanos ou não. Sim, porque, nem todos os Espíritos são de seres humanos, os que nascem em outros planetas tem suas próprias características.

Kardec abordou este tema em O Livro dos Espíritos, no primeiro capítulo do livro segundo e, como ele sempre deixou claro, temos que usar nossa fé raciocinada. Quando estudamos um determinado assunto, temos que ser pesquisador, cético, observador, e examinar profundamente antes de aceitar ou negar algo. E mesmo ao negar ou aceitar, mantermos a mente aberta, deixando espaço para as dúvidas ou outras respostas possíveis Além desta postura, ao estudarmos um assunto, também devemos seguir um método básico, sem o qual o nosso entendimento será prejudicado. Como método Básico, podemos utilizar:

1 – Analisar e levar em conta o contexto cultural da época em que ocorreu o fato ou o aparecimento do assunto;

2 – Buscar entender as influências culturais;

3 – Usar bibliografia confiável;

4 – Usar métodos científicos para valorizar a veracidade do assunto;

5 – Eliminar o máximo possível erro de informações de qualquer natureza:

5 – Somente depois colocar nossa opinião a respeito.

Além disso, levarmos em conta os possíveis erros de tradução, muito comuns até mesmo nas obras da codificação. O próprio Allan Kardec recomenda, em seu Catálogo Racional para se montar uma biblioteca espírita, o Baghavad Gita, um dos clássicos do hinduísmo. Inclusive, os espíritos orientam o codificador, na questão 628, a não negligenciar nenhum sistema filosófico antigo, nenhuma religião, pois todos possuem germes de grandes verdades, ainda que pareçam contraditórios e estejam esparsos.

 Sérgio Pereira/Kajaide
 Orientador Espiritual
Ano de Obaluayê/Nàná/Lonã
"Paz e Bem!"