sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

NA NATUREZA DE DEUS EXISTE MUITAS MORADAS.



 
NA NATUREZA DE DEUS EXISTE MUITAS MORADAS.
 
Texto proferido na Sessão Mediúnica em 13/12/2013. 
Sérgio Pereira, 13/12/2013.
 
A Espiritualidade, sem dúvida, deve ser observada a luz da Ciência e mais ainda, talvez, uma ciência de raciocínio; o raciocínio é o único meio do estudioso avançar e triunfar de certas resistências. Através da médium Victorien Sardon, o espírito Bernard Palissy, nos informa algumas características das habitações espirituais do Planeta Júpiter (Revista Espírita, Agosto de 1858). O espírito Bernard Pallissy descreve primeiramente uma cidade com canais escavados pelos habitantes do planeta, dizendo claramente que essa é a cidade primitiva, que seria inicialmente o fundamento da cidade de Julnius. Logo a seguir expressa o seguinte: É a cidade terrestre que descrevo aqui, a cidade de alguma sorte material, a das ocupações planetárias, a que chamamos, enfim, a Cidade Baixa. Ela tem suas ruas, ou antes, seus caminhos, traçados para o serviço interior; tem suas praças públicas, seus pórticos e suas pontes lançadas sobre os canais para a passagem dos servidores. Mas a Cidade Inteligente, a cidade espiritual, a verdadeira Julnius, enfim, não é na terra que é preciso procurá-la, é no ar. “Ao corpo material de nossos animais, incapazes de voarem, é preciso à terra firme; mas o que nosso corpo fluídico e luminoso exige, é uma residência aérea como ele, quase impalpável e móvel ao gosto de nosso capricho”. Nossa habilidade resolveu esse problema, com a ajuda do tempo e das condições privilegiadas que o Grande Arquiteto nos havia dado. Compreenda bem que essa conquista dos ares era indispensável a Espíritos como os nossos. Nosso dia é de cinco horas, e nossa noite de cinco horas igualmente; mas tudo é relativo, e para seres prontos para pensarem e agirem como nós o somos, para Espíritos que se compreendem pela linguagem dos olhos e que sabem se comunicar, magneticamente, à distância, nosso dia de cinco horas igualaria já em atividade uma de vossas semanas. Era ainda muito pouco, na nossa opinião; e a imobilidade da morada, o ponto fixo da sede era um entrave para todas as nossas grandes obras. Hoje, pelo deslocamento fácil dessas moradas de pássaros, pela possibilidade de transportar, nós e os outros, em tal lugar do planeta e tal hora do dia que nos aprazasse, nossa existência é pelo menos dobrada, e com ela tudo o que pode criar de útil e de grande."
 Aqui podemos sentir que os Espíritos, por suas revelações, nos fazem conhecer o seu estado moral e isso, como eles dizem, com o objetivo de nos estimular ao bem, a fim de merecermos uma existência melhor.
 
 
 
Na Revista Espírita, setembro de 1859, é apresentado um artigo intitulado CONFISÃO DE VOLTAIRE. É um diálogo entre esse espírito e o espírito Wolsey, o célebre cardeal inglês do tempo de Henrique VIII: "Foi, eu o digo, zombador e desconfiado que abordei o mundo espírita. Primeiro fui conduzido para longe das habitações dos Espíritos, e percorri o espaço imenso. Em seguida, me foi permitido lançar os olhos sobre as construções maravilhosas das moradas espíritas e, com efeito, elas me pareceram surpreendentes; fui impelido, aqui e ali, por uma força irresistível; tive que ver, e ver até que minha alma transbordasse pelos esplendores, e derrotada diante do poder que controlava tais maravilhas. Enfim, quis me esconder e me agachar no oco das rochas, mas não pude."
Como se pode observar, todo e qualquer lugar que formos conduzidos no plano espiritual, vai ser aquele que tem afinidade com a nossa moral e ética de nossos pensamentos e atitudes no transcurso de nossas existências. Atualmente há muitas citações sobre cidades, colônias e pontos avançados no plano espiritual construídas por espíritos em diversos pontos planetário para atender infinidades causas. Conforme avançamos no tempo, novas revelações nos vêm sendo repassadas para o nosso melhor entendimento mas todas carecem de mais investigação, pesquisas e estudos antes de serem aceitas como verdades irrefutáveis ou mentiras absurdas. Cabe a cada pessoa fazer a sua parte para ter a sua fé racionalizada.
 
Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Obaluayê/Nàná/Lonã
“Paz e Bem!”

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O QUE ATRAI OS MAUS ESPÍRITOS SOBRE PESSOAS OU LOCAIS?


O QUE ATRAI OS MAUS ESPÍRITOS SOBRE PESSOAS OU LOCAIS?

Mensagem proferida na Sessão Mediúnica de 06/12/2013.

Sérgio Pereira.

Ninguém desconhece que estamos sujeitos às boas e más influências. As boas influências partem dos espíritos evoluídos, dos anjos guardiães e de todos os espíritos desencarnados que seguem praticando o bem justo a tudo e a todos, em qualquer plano da vida. As más influências sempre vêm dos espíritos incultos quanto à eternidade da alma, julgando que ainda estão no seu invólucro carnal e também aqueles que sabem que estão desencarnados, mas que desejam continuar praticando os malefícios de quando na terra. E as más influências encontram campo propício nos mortais que não cultuam o bem, as virtudes e a fé em doutrinas, filosofias ou assemelhados que ajudam o humano a se tornar mais divinal, deixando-se dominar por maus pensamentos e atitudes. E os maus pensamentos formam a brecha que espíritos não evoluídos procuram para as más influências sobre indivíduos que vibram nessa condição.

É necessário deixar bem claro que os espíritos bons ou maus são os seres humanos antes e após a existência na Terra. Portanto, também somos espíritos. E, após a morte do corpo físico, habitaremos o mundo dos espíritos, com nossas virtudes, defeitos e conquistas morais e intelectuais. Podemos afirmar como princípio geral que os maus espíritos aparecem ou se intrometem onde alguma coisa os atrai. E o que os atrai? Em primeiro lugar, as imperfeições morais de cada indivíduo; em segundo lugar a demasiada confiança com que são acolhidas as suas palavras ou sugestões, ainda que intuitivas. As imperfeições morais que mais abre brecha para os maus espíritos se aproximarem são: a inveja, a maledicência (fofóca), a ganância, o egoísmo, o ciúme, a intolerância, a irritação, a impaciência e outros tantos males. Portanto, para que eles não sejam atraídos, basta substituir aqueles sentimentos pela paz, pela concórdia, pelo entendimento, pela paciência, pela calma, pelo amor a si e ao próximo... Todos aqueles que cultivarem virtudes e procurarem se corrigir das próprias imperfeições morais estão se blindando, construindo legítima defesa contra o ataque ou intromissão de espíritos enganadores, inconvenientes ou causadores de perturbações.

As ordas de espíritos malfeitores gravitam por todo o nosso planeta, pelas cidades e tudo o mais, como também em nossa vida diária. Eles vão ter maior ação justamente em lugares que lhes facilitam e tem tudo a ver com o que eles gostam e querem. Como exemplo: onde rola a intriga, droga (não importa o tipo), prostituição, orgias, falcatruas, promiscuidade de pensamento e atitude, etc....

Onde, porém, a tônica é o desrespeito, a desconfiança, a malícia, aí está eles, em abundância. Então, tudo depende de cada um mesmo.

Nesses casos não adianta colocar qualquer “cura” (amuleto, patuá, trabalho, oração pregada atrás da porta, ferradura, figa, imagens desse, disso ou daquilo) os espíritos maléficos em verdade vão passar por tudo isso, porque, simplesmente eles estão sendo convidados pelos pensamentos e vibrações das pessoas que moram ou frequentam aqueles ambientes. É simples assim.

Onde o amor brote espontâneo, onde a fraternidade está presente, onde o esforço pelo bem maior comparece, os maus espíritos perdem acesso e meios de se intrometerem, pois, não encontram campo vibratório satisfatório compatível com o seu estado evolutivo.



Sérgio Pereira/Kajaide

Orientador Espiritual

Ano de Obaluayê/Nàná/Lonã

“Paz e Bem!”