sexta-feira, 27 de junho de 2014

RÁPIDA REFLEXÃO SOBRE O MÉDIUM.


 
 


RÁPIDA REFLEXÃO SOBRE O MÉDIUM.


Sérgio Pereira em 23/06/2014.

Texto proferido na Sessão Mediúnica de 27/06/2014.


A mediunidade não é um dom divino que é dado para uns e para outros não. Por que seria assim? A espiritualidade Maior escolheria uns e detrimento de outros? Qual o critério adotado para isso? E se a pessoa que recebeu não quer esse dom e a que não recebeu deseja tal dom?
Então, entende-se que todos têm a faculdade da mediunidade e que a ostensividade dela em ação é por trabalho pessoal de encarnações passadas e que o médium tem o livre arbítrio de colocá-la em favor dos outros ou não. Se a coloca ele faz somente por que quer e acima de tudo por amor e não por obrigação ou porque “recebeu esse dom”, como muitos dizem.
Todo é qualquer médium, como ser humano que é, tem um longo caminho de autoconhecimento a percorrer, e de trabalhar na sua reforma interior.
Sim, o médium tem obrigação de procurar o autoconhecimento de uma maneira abrangente, seja na mente, corpo e espírito.
Quando o médium esta iniciando o caminho dentro do estudo e prática da espiritualidade ele deve ter sempre a consciência de que é um caminho pessoal e intransferível, isto é, embora ele tenha que seguir todo um ritual, preceitos, rezas, vestimentas, oferendas etc... ele deve estar consciente que ninguém poderá penetrar em sua mente e mandar no que ele tem que fazer de livre arbítrio. O médium tem que ser o mais verdadeiro possivel, que tenha confiança, que tenha bom senso, que confie plenamente no Bem Maior, que ele seja fiel aos seus sentimentos e mantenha sempre focado o amor e a fé em Deus, pelos seus mensageiros, sejam eles anjos, arcanjos, santos, espíritos elevados ou Orisás....sem contar é claro um amor fraterno pelos nossos irmãos encarnados e desencarnados que de qualquer forma fazem parte de nossa jornada em qualquer plano da vida..
O caminho de um médium é um caminho onde não cabe outro interesse sem que seja o da caridade, e esta caridade é feita primeiramente por ele e para ele mesmo, afinal, como pode ser ele um médium bom e afinado com os trabalhos semanais se ele não se cuida? Se ele não se interessa em melhorar suas virtudes a cada dia diminuindo progressivamente seus vícios sejam eles quais forem, comportamentais, ego, químicos, sentimentais, etc...o resto se espraia por ressônancia magnética.
O médiúm ativo está continuamente em desenvolvimento. Não há médium que não necessite de desenvolvimento permanente, até porque o aprendizado é infinito e através dele o médim se depura e cresce em conhecimento e sabedoria. O médium disciplinado não está para levantar bandeira dessa ou daquela religião, mas sim da Caridade em qualquer tempo e lugar. Ele não se torna fanático porque a sua condição está em espalhar o amor de Deus através de sua faculdade obtida por merecimento próprio. Ele pode atuar em qualquer corrente religiosa, a mediunidade dele está a serviço do próximo e não da religião. Contudo a pessoa por mais mediúnidade que tenha, seja ela qual for nunca estará isento de passar pelos problemas naturais da vida e dos problemas difíceis que se apresentam na vida de qualquer um. Ele adoece, tem fome e sede, tem problemas de várias ordens, sejam, físicos, sexuais ou emocionais, tem tentações, em fim, tem e passa por tudo como qualquer um de nós passa.

Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Sàngó/Obá/Lodê
"Sou Luz!"

 

terça-feira, 17 de junho de 2014

UM POUCO DA HISTÓRIA DE JOÃO, O BATISTA.



UM POUCO DA HISTÓRIA DE JOÃO, O BATISTA.

Sérgio Pereira, 17/06/2014.

Dia 24 de junho o mundo cristão comemora o dia de São João Batista.

Para a Teologia Cristã não é interessante que o Jesus Divino, nascido de uma virgem, e que subiu aos céus com corpo e tudo, venha a ter irmãos. Graças a isto, São Jerônimo foi um dos primeiros responsáveis a substituir os "irmãos", por "primos".

sabe-se, pelo estudo da sociedade à época, que apesar da mão de obra de trabalhadores livres ser facilmente encontrada nas praças dos pequenos burgos e vilarejos, as mulheres reproduziam muitos filhos e filhas e estes terminavam por ajudar nas atividades do pastoreio, da pesca, do plantio, da colheita e da construção civil.
Uma das teorias criadas pela Igreja foi a de colocar os irmãos de Jesus, como meio-irmãos por parte de pai, tecendo a bela estória de que José era viúvo e trouxera para o casamento com Maria, os seus filhos.

Segundo a narrativa bíblica, em Lucas 1,v36, Maria tinha uma "parenta" de nome Isabel, e depois, mais uma vez, a Igreja resolveu dizer que ela era prima de Maria.

Bem, essa Isabel era casada com Zacarias e ambos já eram avançados em idade e nunca tiveram filhos. Acontece que Zacarias recebeu a visita de Gabriel, sim, o próprio Arcanjo que lhe diz que será pai.

A criança recebeu o nome de Iohanân, ou como a conhecem os ocidentais cristãos, João, o Batista. O sentido mais exato seria chamá-lo de João, "o imersor", ou "o que mergulha", pois segundo os evangelhos ele mergulhava os judeus nas águas do rio Jordão. O batismo é um arranjo posterior para fidelizar aqueles que deverão ir para o céu. O ritual dos mergulhos era um simbolismo de purificação, muito comum entre os judeus.

Segundo as escrituras, João seria o antecessor do Messias. Em verdade, ele poderia ser considerado o próprio Messias. O discurso político, religioso, crítico e diferenciado fez com que o povo logo fosse envolvido por seu carisma. Trazia, também, os dons proféticos necessários à aceitação social, ao lado de uma mensagem essencialmente escatológica e messiânica.

  A maneira de se vestir semelhante a de Eliyahou (Elias), a alimentação à base de gafanhotos, inseto rico em vitaminas e até hoje preferido por muitos árabes, sua postura asceta e os rituais de banho fazem com que o confundamos com um essênio, mas o seu destaque é no verbo quente e livre.

O encontro dele com Jesus, provavelmente não se deu pela primeira vez no rio Jordão. Ao que tudo indica, quando analisado e comparado o discurso de João com o de Jesus, bem como o estilo de vida simples, muitos estudiosos defendem a tese de que Jesus já deveria fazer parte do grupo do "imersor". Além do que, João era muito famoso!

Mas seguindo a História através de pesquisadores sérios, podemos observar que o São João que conhecemos nada tem haver com o filho de Isabel e Zacarias.

Como sempre, a religião e seus mitos escondem mais verdades do que possa conceber a própria História. Porém, há uma verdade além do mito e que se encontra no homem fascinante que foi João, "o imersor". O seu grande desejo de transformar a realidade humana para melhor. Ao mergulhar a pessoa nas águas ele bradava: “arrependei-vos!”.  A sua crença no homem e em sua possibilidade de reavaliar a  trajetória, abandonando os atalhos, a fim de regressar a sua essência. E foi em nome deste ideal que ele pagou com a própria vida! João foi preso na fortaleza de Maqueronte por ordem de Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande, que se sentia ameaçado com suas palavras (mas isso é outra história que você deve pesquisar)  e, sem qualquer julgamento, João foi decaptado.
 
Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Sàngó/Obá/Lodê
"Sou Luz!"