sexta-feira, 21 de junho de 2013

UM OLHAR SOBRE O NOVO TESTAMENTO





UM OLHAR SOBRE O NOVO TESTAMENTO










Na literatura do Islã Jesus é apresentado como um profeta menor que Maomé, porém, um profeta importante.

Quando Maomé compôs o Alcorão (ele não o escreveu por ser analfabeto) a maioria dos dogmas em torno de Jesus já estava estabelecidos.

O autor islâmico em questão nos dá uma idéia de como a doutrina de Jesus foi trabalhada para se adequar a esses dogmas e ainda acrescentando outros em torno de sua igreja (igreja essa que Jesus nunca criou) e que chegaram aos nossos tempos.

Assim nasceu o que chamamos de cristianismo e o que pregaram em nome de Jesus.

OBS: Os números entre parêntesis indicam a fonte das informações.

O grafo deus(guia) com "d" minúsculo é para diferenciar de Deus, o Grande Arquiteto do Universo.



SOBRE O NOVO TESTAMENTO.



O Novo Testamento contém os quatro Evangelhos canônicos (Marcos, João, Mateus e Lucas) e ainda uma serie de documentos (atos, epístolas, cartas, etc...).

O conteúdo do Novo Testamento transcende em muito a doutrina de Jesus tal como ele a pregou, introduzindo dogmas doutrinas etc. que absolutamente Jesus não ensinou nem referenciou.

Para entender como estes credos chegaram até os dias de hoje é necessário conhecer uma pouco da vida do Imperador Romano Constantino (272 a 337 DC).

Ele foi o primeiro imperador romano cristão e patrocinador do Concilio de Niceia em 325 DC, o primeiro dos concílios.

Encontramos no Islã uma suposta explicação (2) que descreve desavenças de credos em que se envolveram os cristãos a partir da morte de Jesus e faz um resumo parcial de fatos da vida de Constantino.



Sobre a desavença de credos temos:

(2) Nos três primeiros séculos do cristianismo os cristãos estavam supostamente divididos em dois grupos sendo:

- O primeiro grupo, denominado Paulista (seguidores de São Paulo ou Paulo de Tarso), que não teve contato direto com a pregação de Jesus.

Este grupo defendia a divindade de Jesus, santíssima trindade (PAI+FILHO+ESPÍRITO SANTO), pecado original (o humano já nasce pecador por causa da desobediência de Adão e Eva), redenção dos pecados pela fé em Jesus ( que morreu na cruz para pagar nossos pecados), etc.

- O segundo grupo, denominado Apostólico (seguidores de São Pedro, Barnabé e outros apóstolos) que tiveram contato direto com a pregação de Jesus.

Este grupo Apostólico rejeitava alguns dogmas do grupo Paulista como a divindade de Jesus e a santíssima trindade, por ser fiel ao ensinamento da Unicidade de Deus, ou seja, UM SÓ DEUS. Por outro lado, ele introduzia ensinamentos da lei judaica tais como circuncisão, tipos de carnes proibidas, etc... que o grupo Paulista não aceitava.

OBS: É muito difícil estabelecer com precisão o conteúdo exato destes textos, pois há quem afirme que houve alteração (3) no primeiro artigo de fé do “Credo” - “Eu creio em Deus Pai Todo-Poderoso ...” onde a palavra “Pai” foi acrescentada entre 180 e 210 D.C. Se houve uma alteração pode ter havido outras tantas mais.



Sobre a vida do Imperador Constantino temos:

(2) Constantino, filho de Helena, que mais tarde foi canonizada santa, para assegurar sua própria posição de Imperador Romano, mandou matar o seu filho mais velho Crispus que estava muito prestigiado para sucedê-lo. (OBS: Há outras versões dos motivos pelos quais ele mandou matar o filho).

Colocou a culpa do assassinato do filho no enteando e também mandou mata-lo.

Acuado pela rainha e seus seguidores, ele foi pedir ajuda dos padres do templo romano e ouviu dos sacerdotes de Júpiter, que se recusavam a apoia-lo, que não existia oração ou sacrifício que apagassem estes crimes.

Ficando em situação insustentável em Roma  ele se mudou para Bizâncio rebatizando-a com seu nome ... Constantinopla (a cidade de Constantino) que hoje é Instambul, banhada pelo canal de Bósforo, separando a Europa da Ásia.

Lá conheceu seguidores de uma nova religião que eram chamados de cristãos, pois, seguiam o cristianismo (Obs: P
provavelmente pelas mãos de sua mãe Helena que era simpatizante do cristianismo) e aprendeu que com arrependimento e penitências seus pecados seriam perdoados. E ele tinha um grande que era a morte do próprio filho e do enteado.

Viu nessa nova religião que Paulo pregava uma oportunidade de se safar, dizendo-se arrependido pelos atos maldosos passados, aliviou a sua consciência com a confissão e algumas penitências e continuou sua saga como imperador pagão.

Vendo a importância política de ter os cristãos ao seu lado, ele os apoiava e, da mesma forma, a igreja cristã da época passou a tirar partido do poder.

Os padres dos cristãos foram muito úteis ao Imperador Constantino nas guerras menores em que venceu, atuando até como seus espiões.

(4) Disputando o controle do Império Romano com Magêncio (outro romano interessado no poder de Roma), Constantino sonhou que se pintasse duas primeiras letras gregas do nome de Jesus Cristo ("X" e "P" superpostos) nas suas armas, ele venceria a batalha.

Fez isto e venceu Magêncio na Batalha da Ponte Mílvio, perto de Roma, tornando-se, no ano 312 DC, imperador do Império Romano.

OBS 1:Na antiguidade a crença de que os guias(deuses) ajudavam nas batalhas era forte.

Assim, Constantino acreditou que a batalha foi vencida com ajuda do deus(guia) dos cristãos, Jesus.

OBS 2: É crença de alguns de que este fato marcou a conversão de Constantino para o cristianismo, entretanto, há outras versões (4) e (5) de que Constantino só se tornou cristão no final de sua vida. O batismo oferecia a absolvição a todos os pecados anteriores. Constantino, por força do seu ofício de imperador, pode ter percebido que suas oportunidades de pecar eram grandes e não desejou "desperdiçar" a eficácia absolutória do batismo antes de haver chegado ao fim da vida.

(2) Como apoio aos cristãos e para diminuir o poder dos padres do Templo de Júpiter em Roma, que não o apoiaram, Constantino incentivou os cristãos a criarem uma igreja em Roma.

Ele continuou pagão, porém, as disputas das duas correntes do cristianismo (Paulistas e Apostólicos) o incomodavam, já que não se entendiam e hostilizavam entre si.



CONCÍLIO DE NICÉIA



Desta forma em 325 ele convocou o Concilio Ecumênico de Niceia congregando os dois grupos.

Constantino assumiu a coordenação geral deste Concílio embora fosse pagão e nada entendia de assuntos religiosos, mas toda a ordenação de padres, patriarcas, bispos, etc...tinha que receber o seu aval.

Neste Concilio supostamente se entrou com pouco mais de 270 evangelhos, dos dois grupos, dentre os quais foram escolhidos os 4 (quatro) evangelhos canônicos atuais.

Como critério de escolha a narração é bizarra, porém, é assim que está registrado na História:

Colocaram todos os textos debaixo de uma mesa e todos os bispos em vigília rezariam em suas celas para que no dia seguinte os escolhidos estivessem em cima da mesa e se retiraram, fechando a sala.

No outro dia, qual não foi a surpresa, lá estavam em cima da mesa os quatro evangelhos canônicos atuais, por "milagre", provavelmente de quem tinha chave da sala (cópia ou original) ou tinha outra forma de entrar.

Os demais evangelhos viraram cinzas, porém, algumas cópias existiam. Com o passar dos séculos, precisamente no século XX s algum Evangelhos foram achados nas cavernas das montanhas do Jordão, perto do Mar Morto.... Estão entre os Pergaminhos do Mar Morto. Estes Evangelhos são chamados de Evangelhos Apócrifos.

Todos os bispos presentes assinaram o que foi decidido no Concílio de Niceia, como "respeito" (medo) ao imperador.

Neste concilio, além da divindade de Jesus, da existência da santíssima trindade, do pecado original, da redenção dos pecados, etc..., ainda referendou-se que:

- O Sabah cristão(que originou-se do Sabah judaico) passava do sábado para o domingo, dia dedicado ao deus Sol Invictus, o qual era adorado na religião romana.

- O dia 25 de dezembro, data da comemoração do deus Sol Invictus, ficou estabelecido que seria comemorado o Natal, ou seja, o nascimento do (deus) Jesus.

OBS: Com isto Constantino, que cunhava a esfinge de deus Sol Invictus em suas moedas (4), unificou as principais datas comemorativas dos cristãos e dos pagãos. A partir da batalha de Ponte Mílvio passou a cunhar X superposto ao P.

(2) O grupo dos Apostólicos assinou as decisões de Niceia sem concordar e continuou não concordando, fez isso apenas por medo de represália por parte do Imperador.

Muitos dos cristãos Apostólicos pagaram a heresia da continuidade do culto de suas crenças com a morte, sendo então mártires em continuidade da pratica então existente de martirizar os que não aceitavam as religiões pagãs. Os cristãos de perseguidos passaram a perseguidores daqueles que não aceitavam a sua religião, dizendo ser ela a verdadeira religião de Deus, o qual era trino.  Nos anos seguintes o poder cristão se transferiu para Roma onde o grupo Paulista não tinha opositores e estava bem relacionado com poder político e o bispo de Roma, passou a chamar-se Papa (pai) de toda a sua igreja apostólica romana, porém, os cristão ortodoxos não seguiram essa aceitação até os dias de hoje. Tendo sua igreja separada do controle da igreja de Roma.

Assim, os dogmas e teologias do grupo Paulista foram os escolhidos para reger as diretrizes da igreja católica e apostólica de Roma e persistem até hoje.



REFORMA RELIGIOSA



A Igreja Católica foi ganhando força e poder junto às cabeças coroadas. Na pirâmide estatal o clero católico ficava no ápice.

Surge a Reforma Religiosa na Europa onde Lutero e Calvino se rebelaram.

Eles não contestaram os dogmas principais do grupo Paulista e sim secundários como a adoração de imagens, a absolvição dos pecados mediante as altas somas de dinheiro, venda de relíquias de mártires e outros, que não deixa de ser uma continuidade da idolatria das religiões primitivas.

Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Obaluaiyê/Nàná/Lonã
"Paz e Bem!"



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