domingo, 16 de agosto de 2009

A GRATIDÃO!

A GRATIDÃO!

16/08/2009.
(Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)

Faz muitos anos que venho falando em nossas reuniões sobre a GRATIDÃO, que não basta só falar, ouvir, entender, compreender, mas acima de tudo aplicar. Fazer ela ocorrer ostensivamente em nossos atos no dia a dia de nossas vidas. Não basta o corriqueiro "muito obrigado" ou o "deus lhe pague" dos calhordas e exploradores da boa fé dos incautos. Então escolhi essa história para exemplificar como a gratidão por si é sempre coroada de bençãos e que NADA NA VIDA ACONTECE POR ACASO!!
Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém.
O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo.
Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.
Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião.
Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s... Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila.
Certamente ele ainda estava na pizzaria. Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local.
A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas.
As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada.
Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda.
Um dispositivo adicional já estava sendo
desmontado pelo exército.
Moshê procurou seu 'salvador' entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo.
Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele.
Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.
O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava. Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado. Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.
Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo. Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets.
Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias.Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.
Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito 'Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila ' Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.
Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center Twin Towers.

"Entrai pelas portas DELE com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-O, e bendizei o SEU NOME.' Salmos 100:4
Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Osalá/Sol
"Eu Penso! Eu Faço!"

sábado, 15 de agosto de 2009

TEMASCAL - PARTICIPAÇÃO DE SÉRGIO PEREIRA/KAJAIDE.

TEMASCAL
O Orientador Espiritual do C.P.P.E - CARIDADE, Sérgio Pereira/Kajaide, em 14/08/2009, a convite de Ruy Ribeiro Basile, participou na cidade de Florianópolis, do TEMASCAL, sob o comando da Xamã Pêdra Rosa.

O TENASCAL é uma das cerimônias mais antigas do mundo. É a Cerimônia da Origem, feita na “Cabana das Anciãs Pedras”, onde se chega a tocar, através do calor, da escuridão e de cânticos sagrados, o mistério da criação da Vida. Dessa maneira, pode-se renascer e recriar uma nova vida, liberta de medos, traumas e condicionamentos que já não nos servem mais.Teoricamente, trata-se de uma tenda em formato arredondado que lembra o ventre de uma mulher grávida, no caso a própria Mãe Terra.Nela são introduzidas pedras quentes acrescidas de ervas medicinais e água. Com o calor gerado liberamos as toxinas de nossos corpos através da transpiração. Num processo coletivo e ao mesmo tempo pessoal e introspectivo, são utilizados e reverenciados os 4 elementos - Terra, Água, Fogo e Ar.Desse modo, equilibramos todos os níveis do corpo, mente e espírito, bem como todas as nossas relações.É uma oportunidade de cura física, mental e espiritual deixada por nossos ancestrais.
Esta é uma prática xamânica das mais antigas em todas as culturas pré-colombianas da América, Europa do norte e Rússia. Na América, a conquista obrigou a reduzir esta prática de cura, e em algumas regiões só era permitida para aquecer o corpo das mulheres após o parto.
A Cerimônia do Temascal utiliza todos os poderes elementais que há no Universo: a terra e as coisas que crescem nela; a água, o ar e o fogo. O Temascal é a origem da criação, o coração onde ocorre a alquimia, a magia, a combinação das forças dos quatro elementos: o sol, o vento, a terra e a água; é a matriz geradora da vida, é o ventre da nossa mãe que nos deu a vida, é o ventre de nossa Mãe Terra onde se gera uma nova vida. Temazkaltozi (mulher), é a nossa primeira avó que recebe o Ometeotl (homem), recebe a energia fecundadora dual feminina e masculina para gerar dentro de seu ventre uma nova vida. É o ponto de cruzamento entre o conhecido e o desconhecido, onde mora o Intento, o Grande Espírito permanente e estável, a totalidade, a liberdade.O Temascal Guerreiro (que pratica a guerra contra nós mesmos, não contra os outros), é o que praticamos em nossa linhagem, é redondo como "el Tezitl" (umbigo do fogo) ao centro. Todos entramos por uma abertura muito pequena e baixa (que nos obriga a entrar de "gatinhas") localizada ao leste (por onde vem o Sol); a entrada é nossa "vagina cósmica". Chegamos junto com a luz ao ventre escuro e gerador da vida que se encontra sempre ao poente, a zihuatlampa, o lugar das mulheres. Aí entra na Temascal, um por um dos participantes, que inclina a frente da terra ao intentar com a força de Ometeotl, e reúne novamente as forças masculina e feminina de nossos pais que nos deram a vida. Cada um dos participantes se senta em frente ao Tezitl, disposto a iniciar um novo processo de gestação. O Tezitl é onde se colocarão as pedras vermelhas vivas, aquecidas do lado de fora em frente ao Temascal. Geralmente se esquentam 52 pedras (um ciclo no calendário Maya e Tolteca) e se realizam quatro rodadas com 13 pedras cada uma. Isto é sem dúvida um gancho para trabalhar a totalidade de nossa atenção; pois nos obriga a seguir com nossa atenção o caminho do sol pelas quatro direções do Universo que é realizado em 52 anos (13 anos em cada direção) com respeito a uma estrela-guia que se encontra na constelação de tauros chamada Aldebaran, estrela que permite fechar o ciclo da rotação e o movimento da terra, o movimento de Vênus e das estrelas polares do sul (o Cruzeiro do Sul). Em todo nosso aprendizado, nós viajamos junto e ao lado do Sol.Colocadas as primeiras 13 pedras avermelhadas pelo fogo, o ancião pede água e se fecha completamente o Temascal, que geralmente se realiza nas montanhas, no crepúsculo e em lugares onde se encontra uma grande concentração de energia.Começamos saudando as quatro direções de poder; o ancião derrama a água previamente preparada com plantas medicinais sobre as pedras e o trabalho começa. O fogo como elemento renovador representa o poder catártico que dá vida a todas as coisas e simboliza o centro do Universo, onde se gera a criação. Com sua força queimamos nosso ser vil, nossos medos, empunhamos lanças para lutar contra nós mesmos, com nossos próprios pensamentos, sentimentos e ações; o fogo úmido não nos queima a pele, porém queima a nossa mente até seu limite.Atacada a nossa mente, muitos choram, gritam, assustam-se, alguns desmaiam na primeira vez que participam do Temascal; com o passar do tempo e muitas vezes na primeira oportunidade alcançam a visão, nosso primeiro encontro com nós mesmos, com o desconhecido e também com o conhecido que estava esquecido e guardado em nosso ser, construindo bloqueios que são o pão de cada dia dos psiquiatras e terapeutas.
Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Osalá/Sol
"Eu Penso! Eu Posso!"