sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MENSAGEM DO ESPÍRITO “SEU PENA VERDE”


MENSAGEM DO ESPÍRITO “SEU PENA VERDE”
MENTOR ESPÍRITUAL DO CPPE – CARIDADE.



Na data de 08 de Outubro de 2010, durante a Sessão Mediúnica o Mentor Espiritual “Seu Pena Verde”, enviado de Oxossi, explanou o tema: Transformação, transmutação e transubstanciação.
Disse-nos esse Espírito: “seguindo a máxima de um homem da ciência chamado Lavoisier, recebemos a informação de que no universo nada se cria nada se perde e tudo se transforma. Sendo assim, mesmo as coisas que nos parece negativas ruins ou coisas do tipo, nelas está contido uma energia que comumente nós a desprezamos, jogamos fora, por não sabermos aproveitá-la. Mas se entendermos bem a Lei desse cientista, podemos entender que é possível reciclar essa energia, ou seja, transformá-la, transmutá-la em algo bom, positivo, de utilidade. Para isso é necessário estudo e aplicação da técnica certa da transmutação. Não devemos sentir a adversidade como algo ruim. O ser sábio, quando sente que não está na sua melhor fase de vida, imediatamente começa a transformar essa energia em positividade, tal como fazer do limão amargo uma limonada doce. Naturalmente que isso requer, como disse anteriormente, conhecimento mais associado ao equilíbrio emocional e mental do indivíduo. Só vence quem tem essa habilidade alquímica de transmutar uma energia negativa em favor do bem maior. Os ritos iniciáticos servem para levar o iniciado a uma disciplina que lhe permite entender, compreender e aplicar os seus conhecimentos nessas transformações. A escolha da manipulação dessas energias naturalmente vai depender da índole de cada ser e do seu livre arbítrio. Sabendo que tudo no universo estão sujeitos a Leis imutáveis, entre elas, a da AÇÃO e REAÇÃO. O que plantar será colhido.”
Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Yemanjá/Vênus
“Eu Posso! Eu Posso!”

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

JUÍZ ESPIRITUALIZADO.


JUÍZ ESPIRITUALIZADO.



Juiz João Batista Herkenhoff, livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo.



Texto proferido na Sessão Mediúnica de 15/10/2010.



O artigo de um juiz, publicado em jornal de grande circulação, é de causar emoção nas almas mais insensíveis.
Seu artigo diz o seguinte:
“Indaga-me, jovem amigo, se as sentenças podem ter alma e paixão”.
O esquema legal da sentença não proíbe que tenha alma, que nela pulsem vida e emoção, conforme o caso.
Na minha própria vida de juiz senti muitas vezes que era preciso dar sangue e alma às sentenças.
Como devolver, por exemplo, a liberdade a uma mulher grávida, presa porque trazia consigo algumas gramas de maconha, sem penetrar na sua sensibilidade, na sua condição de pessoa humana?
Foi o que tentei fazer ao libertar Edna, uma pobre mulher que estava presa a oito meses, prestes a dar à luz, com o despacho que a seguir transcrevo:
A acusada é multiplicadamente marginalizada:
Por ser mulher, numa sociedade machista...
Por ser pobre, cujo latifúndio é os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta.
Por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo.
Por não ter saúde.
Por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si.
Mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar numa homenagem à maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia.
É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho:
Liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo, com forças para lutar, sofrer e sobreviver.
Quando tanta gente foge da maternidade...
Quando pílulas anticoncepcionais, pagas por instituições estrangeiras, são distribuídas de graça e sem qualquer critério ao povo brasileiro...
Quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas...
Quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da terra e não reduzir os comensais...
Quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.
Este juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão.
Saia livre, saia abençoada por Deus...
Saia com seu filho, traga seu filho à luz...
Porque cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, e algum dia cristão...
Expeça-se “incontinenti o Alvará de Soltura.”.

Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual.
Ano de Yemanjá/Vênus
“Eu Posso! Eu posso!”