sexta-feira, 27 de agosto de 2010

QUANDO A BOCA CALA......O CORPO FALA.


QUANDO A BOCA CALA......O CORPO FALA.



Texto modificado por Sérgio Pereira.
TEXTO PROFERIDO NA SESSÃO MEDIÚNICA DE 27/08/2010.



Muitos são os sintomas que transparecem ou aparecem claramente em nosso corpo quando sofremos uma injúria, calúnia, difamação, mágoa ou qualquer outro tipo de agressividade e nos calamos, não extravasamos o sentimento ferido que fica encarcerado na nossa mente e nas nossas emoções. Então, o corpo fala de várias formas, entre elas:

Um resfriado. O nariz escorre já que os olhos não choram.
Aparece um problema de garganta, a qual entope já que não está expressando verbalmente o que lhe está oprimindo a alma. O que lhe está causando aflição.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói, quando tem tanta doçura pra dar e aqueles a quem quer se dar não quer receber ou faz de tudo pra não receber.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta...
A dor de cabeça deprime quando as duvidas se aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar, quando já não há mais objetivos a alcançar
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável e não sendo atendido ou feito pelos outros, a própria pessoa começa a se autopunir.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
E as tuas dores caladas? Como elas falam no teu corpo?
Mas cuidado....escolha o que falar, com quem, onde, quando e como falar !!!
Crianças é que contam tudo, para todos, a qualquer hora, de qualquer forma.
Passar relatório é ingenuidade.
Escolha alguém que possa te ajujdar a organizar as idéias, harmonizar as sensações e recuperar a alegria.
Todos precisam saudavelmente de um ouvinte verdadeiramente amigo e interessado em ajudar.
Como sempre,tudo isso depende principalmente do nosso esforço pessoal em fazer acontecer as mudanças na nossa vida.
Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Yemanjá/Vênus“Eu Posso! Eu Posso!”

sexta-feira, 20 de agosto de 2010


O MENESTREL DE DEUS.
(FRANCISCO DE ASSIS)


Redação do Momento Espírita, com base no cap XV, 1225-1226, do livro Francisco de Assis, O Santo
Relutante, de Donaldo Spoto, ed. Objetiva.
Em 04.08.2010.


Texto proferido na Sessão Mediúnica de 20/o8/2010.


Ele era um jovem nascido em Assis. Na sua mocidade, era alegre, apreciava cantar e sair com amigos.
Pensava em se tornar um cavaleiro, defensor de pobres e oprimidos.
Partiu para uma batalha, foi feito prisioneiro e retornou ao lar quase um ano depois, enfermo.
Nunca mais foi o mesmo. Dentro de si sentia que tinha algo muito importante a realizar na Terra.
Então, ouviu uma voz que o convidava a agir. Francisco de Assis atendeu o convite e causou grande revolução no pensamento religioso da época.
Ele se dizia o “menestrel” de Deus. Amava a música e compunha canções. Fazia um arco de viola imaginário com um graveto e cantava para seus amigos, enquanto andava pelas estradas.
Embora não tenhamos registro da melodia, os versos de algumas dessas composições emocionam até hoje.
Um dos grandes hinos que ele deixou brotar de sua inspiração é uma canção adiantada vários séculos em relação ao seu tempo. Uma canção de sensibilidade e, podemos acrescentar também ecológicas.
Francisco dizia que a criação de Deus não era somente bela, mas também era boa. Era boa porque retratava a bondade do Criador.
Francisco reconhecia tudo o que havia na criação como irmã, irmão e amigo seu.
Ele amava o sol, a lua e as estrelas, o vento, o ar, a água, o fogo. Todo ser vivo tudo que brotava da terra.
Mesmo quando a cegueira lhe apagou a luz dos olhos, ele continuou a compor. As cores das flores eram somente lembranças, mas ele as louvava em cânticos.
Para Francisco, a fraternidade ia além das pessoas. Tudo, dizia ele, vem de Deus, está ligado a Deus e encontra seu sentido em Deus.
A canção Louvação a Deus foi composta após uma noite exaustiva de muitas dores físicas. É o primeiro exemplo de poesia em italiano vernáculo:
Altíssimo, Todo Poderoso, bom Deus, a Ti o louvor,
A glória e a honra e todas as bênçãos.
A Ti somente, Altíssimo, elas pertencem.
E homem algum é digno de mencionar Teu nome.
Sê louvado, Senhor, com as Tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão sol
Que é o dia e por meio do qual nos dás a luz.
E ele é belo e radioso com grande esplendor
E feito à Tua semelhança, Altíssimo.
Sê louvado, Senhor, pela irmã lua e as estrelas
No céu as formaste, claras, preciosas e belas.
Sê louvado, Senhor, pelo irmão vento, e pelo ar nublado e sereno
E todos os tipos de clima por meio dos quais dás sustento a Tuas criaturas.
Sê louvado, Senhor, pela irmã água,
Que é muito útil e humilde, preciosa e pura.
Sê louvado, Senhor, pelo irmão fogo, por meio do qual iluminas a noite
E ele é belo e alegre
Sê louvado, Senhor, por nossa irmã, a mãe Terra que nos sustenta e governa e que produz variados frutos, com flores e ervas coloridas.

O jovem e romântico trovador Francisco de Assis, se tornara o Menestrel de Deus.

Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Yemanjá/Vênus
“Eu Poso! Eu Posso!