segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A ORIGEM DOS ESPÍRITOS - PARTE I

 

 
 
 
A ORIGEM DOS ESPÍRITOS – PARTE I


Palestra proferida por Sérgio Pereira na Sessão Mediúnica de 04/10/2013



Falar sobre a origem de Deus e dos espíritos é algo muito além da nossa capacidade. Na verdade, o que a maioria absoluta de nós podemos fazer é especular, raciocinar e intuir algo a respeito da nossa origem e de Deus
 

Certamente que somente alguns seres que encarnaram na Terra tiveram um alto nível de consciência espiritual para entender, apenas, com mais clareza a respeito de Deus e da origem dos Espíritos, seja eles humanos ou não. Sim, porque, nem todos os Espíritos são de seres humanos, os que nascem em outros planetas tem suas próprias características.

Kardec abordou este tema em O Livro dos Espíritos, no primeiro capítulo do livro segundo e, como ele sempre deixou claro, temos que usar nossa fé raciocinada. Quando estudamos um determinado assunto, temos que ser pesquisador, cético, observador, e examinar profundamente antes de aceitar ou negar algo. E mesmo ao negar ou aceitar, mantermos a mente aberta, deixando espaço para as dúvidas ou outras respostas possíveis Além desta postura, ao estudarmos um assunto, também devemos seguir um método básico, sem o qual o nosso entendimento será prejudicado. Como método Básico, podemos utilizar:

1 – Analisar e levar em conta o contexto cultural da época em que ocorreu o fato ou o aparecimento do assunto;

2 – Buscar entender as influências culturais;

3 – Usar bibliografia confiável;

4 – Usar métodos científicos para valorizar a veracidade do assunto;

5 – Eliminar o máximo possível erro de informações de qualquer natureza:

5 – Somente depois colocar nossa opinião a respeito.

Além disso, levarmos em conta os possíveis erros de tradução, muito comuns até mesmo nas obras da codificação. O próprio Allan Kardec recomenda, em seu Catálogo Racional para se montar uma biblioteca espírita, o Baghavad Gita, um dos clássicos do hinduísmo. Inclusive, os espíritos orientam o codificador, na questão 628, a não negligenciar nenhum sistema filosófico antigo, nenhuma religião, pois todos possuem germes de grandes verdades, ainda que pareçam contraditórios e estejam esparsos.

 Sérgio Pereira/Kajaide
 Orientador Espiritual
Ano de Obaluayê/Nàná/Lonã
"Paz e Bem!"

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

SÀNGÓ, O GRANDE REI DE ÓYÒ!

 

 
SÀNGÓ, O GRANDE REI DE ÓYÒ!



Dia 30 de Setembro também é data para comemoração do Orisá Sàngó.

Sàngó
 

Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro deus iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras. É, portanto, o principal tronco dos candomblés do Brasil. Sàngó é o rei das pedreiras, Senhor dos coriscos e do trovão, Pai de justiça e o Orixá da política. Guerreiro, bravo e conquistador, Sàngó também é conhecido como o Orixá mais vaidoso, entre os deuses masculinos africanos. É monarca por natureza e chamado pelo termo Oba, que significa rei. E é o Orixá que reina em Oyó, na Nigéria, antiga capital política daquele país. No dia a dia encontramos Sàngó nos fóruns, delegacias, ministérios políticos. Encontramos Sàngó nas lideranças de sindicatos, associações, movimentos políticos, nos partidos políticos, nas campanhas políticas, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral. Sàngó é a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa. Sàngó é a rigidez, a organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso cultural e social, a voz do povo, o levante, a vontade de vencer. Sàngó é a capacidade de organizar e pôr em prática os projetos de diferentes áreas, é a reunião de pessoas, para discutirem pontos e estratégias de trabalho. Sàngó também é o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança. Ele está presente nos trabalhos de jornalistas, escritores, advogados, juízes, promotores, delegados, investigadores, deputados, senadores, vereadores, sindicalistas, líderes comunitários, administradores, etc. É o líder, o monarca, o reformador. Sàngó também é representado pela pedreira. É a pedra – seja ela qual for – a rocha, o fogo interior da terra. É a lava do vulcão e é o próprio vulcão. Está presente em todos os lugares rochosos e arenosos e também muito ligado ao calor do sol. É o justiceiro da Natureza, aquele que manda castigar e que também castiga. Sàngó está presente em muitos momentos importantes de nossas vidas, como, por exemplo: na assinatura de contratos e distratos, nos telegramas, nas leis e decretos, na confecção de códigos, livros, almanaques, dicionários, nas decisões judiciais, na voz da prisão, na autoridade do professor, do policial, do juiz, do pai ou da mãe, tio, avô, irmão mais velho ou responsável. Sàngó é a atitude digna, a fortaleza, a decisão final. Saudamos Sàngó no ribombar dos trovões, pois ali está sua voz. Sentimos sua presença nos raios e nos grandes  incêndios, situações que, por sinal, são também regidas por Iansã.

 

Sàngó rege a bravura, o senso justo e todo elemento rochoso do mundo.
 
Sérgio Pereira/Kajaide
Orientador Espiritual
Ano de Obaluayê/Nàná/Lonã
"Paz e Bem!"